Cantora marcou presença no aniversário de Simony e falou sobre a existência de um mercado exigente na música

Deborah Blando
Francisco Cepeda e Caio Duran/AgNews
Deborah Blando

Deborah Blando foi uma das convidadas do aniversário de 38 anos de Simony , na noite dessa quarta-feira (2), em São Paulo. “Ela não lembra, mas a conheci no Raul Gil . Simony tinha cinco anos, era Simone ainda, e me apaixonei por ela”, contou sobre a amizade das duas.

Sucesso nos anos 1990 com músicas nos topos das paradas europeias e mais de seis milhões de álbuns vendidos, Deborah passou por momentos difíceis em sua vida pessoal e viu toda a fama escorrer por água abaixo. Apesar do afastamento de quase oito anos, continua emplacando músicas em trilhas sonoras de novelas, mas admitiu que não sonha mais com a fama como a que já teve. 

“Meu sonho não morreu, mas não é com a mesma força. Tenho outros interesses hoje. Gosto de produzir, compor, estudar”, explicou. “Ser cantora/celebridade não é mais uma paixão, já tive tudo isso e vi que a felicidade não está aí. Você não é mais feliz pelo fato de ser famoso. Claro, ajuda ter condições de ir e vir, viajar, ter grana, mas essa coisa de ser rica, milionária, ter um avião, não faz mais a mínima diferença”.

Questionada em como vê os cantores famosos da atualidade como Anitta , Deborah usou sua experiência para deixar um conselho. “O conselho que dou para a Anitta e para as pessoas que estão estouradas agora na mídia é que nada dura para sempre. Tem que ter o pé no chão, guardar uma graninha, não gastar tudo que tem e todo dia fazer a prática da humildade. Nós que estamos no palco para milhares de pessoas vamos para o mesmo buraco que o gari que está varrendo a rua", disse ela. "Enquanto você não acha que é melhor que o outro está tudo bem, quando você acredita nessa ilusão, está ferrado. Ninguém fica no topo para sempre”.

Novos rumos profissionais

Atualmente como jurada do Raul Gil , Deborah foca a carreira para a composição de músicas e o budismo. “Como é difícil ser jurada, viu? A pessoa ali tem um sonho e você está lidando com aquilo. Chega num certo ponto que só tem talento, todos cantam bem, e no final você acaba escolhendo o que eles querem, porque existe um perfil, e tem que ser alguém que se encaixe no mercado fonográfico”, explicou.

Em paralelo com a música, ela ainda faz planos totalmente diferentes, e bem longe dos holofotes. "Quero dar aula de budismo e meditação, estou estudando e me formando para isso”.


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