Atriz, que fará uma perua californiana que adora aparecer na mídia, fala sobre a personagem e conta que a usa para colocar um pouco da loucura da vida real no trabalho


Elenco
Felipe Panfili e Alex Palarea/AgNews
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Depois do sucesso de Chayene, de “Cheias de Charme”, Claudia Abreu vai voltar para as telinhas, em “Geração Brasil”, para viver Pamela Parker-Marra, uma atriz californiana e famosa, casada com Jonas Marra, personagem de Murilo Benício , e mãe de Megan, papel de Isabelle Drummond .

Apesar de as duas personagens serem peruas, Claudia enumera as diferenças entre elas. “A Chayene queria fama a qualquer custo, tinha um caráter duvidoso justamente por passar em cima de tudo de todos para alcançar essa fama, e além de tudo ela não estabelecia uma relação afetiva com ninguém. E a Pamela, eu penso nela como se ela estivesse em um reality show. Ela é famosa desde criança. Não precisa correr atrás disso, o que já é uma diferença entre as duas. Ela vive como se sempre tivesse uma câmera por perto. Mas, apesar de ter esse mundo glamouroso, ela se importa com a filha, ela ama o marido. Tem afeto verdadeiro", pontuou Cláudia durante o encontro com o elenco e a imprensa, nesta terça-feira (15), para falar sobre a trama.

Gravações na Califórnia

Para gravar as primeiras cenas da família de “Geração Brasil”, Claudia precisou viajar para a Califória, onde ficou por 20 dias longe do marido, José Henrique Fonseca , e dos filhos Maria , de 12 anos, Felipa , de seis, José Joaquim , de três, e Pedro Henrique , de dois. “Foi bem diferente, porque eu nunca tinha ficado sozinha. Você fechar a porta do quarto de hotel e se ver sozinha... Eu não sei o que é isso há muito tempo. E foi muito bom, porque tem um momento em que você precisa da sua individualidade até para trabalhar, para estudar, para ter paz e poder se organizar. Olhar sua vida de fora também é interessante, para você voltar com outras reflexões”, contou a atriz.

A atriz mostrou que a viagem também a fez voltar um pouco no tempo, relembrando a adolescência. “Foi muito bom e muito engraçado, porque lá aflorou um lado adolescente de ficar de turma, sabe? A gente saia juntos para jantar todos os dias, ia para o quarto de um para rir com todo mundo... Foi um clima totalmente diferente de gravação no Brasil", contou a atriz.

Da Califórnia, além das recordações, Claudia trouxe o sotaque que usará na trama. “É difícil. Eu cheguei a pensar em não ter sotaque, mas não dava porque a graça dela é ser a gringa, principalmente quando ela vem para o Brasil. Ela tem a mãe, o marido, a madrinha... Todo mundo é brasileiro em volta dela. A gente fez um pouco mais sutil”.

Claudia também comentou que está sendo bem mais fácil administrar a saudade dos filhos durante esta novela. “Saudade a gente sempre vai ter, é difícil sair de manhã e voltar à noite com todo mundo já dormindo. Mas em 'Cheias de Charme' eu tinha um bebê muito novinho, e tinha um outro de um ano. Agora eles já têm uma rotina de ir para escola e isso alivia, né? Você sabe que eles estão se divertindo", explicou.

Personagens longe da realidade

Este é o segundo trabalho consecutivo que a atriz fará uma perua. Bastante discreta na vida real, Claudia fez um balanço sobre essa diferença na ficção. “Isso é ótimo! Eu coloco para fora toda a perua que está dentro de mim e que eu não exercito na vida. Não digo que tem uma perua reprimida em mim, mas tem uma loucura que é bom você colocar no trabalho”, comentou a atriz, que ainda completou: “Na vida você administra dentro do possível onde você pode enlouquecer, onde não pode. Mas no trabalho é bom que você consegue extravasar vários lados seus e que nem sempre você pode usar na vida normal”.

Apesar dessa diferença, Claudia conta gostar muito de se divertir. Mas fez um contraponto, já que sempre foi bastante reservada. “Gosto de ir na estreia de algum amigo, de ir numa festa... Eu não tenho necessidade de ficar saindo o tempo inteiro, aparecendo, mostrando a minha vida o tempo inteiro. É uma questão de personalidade. Eu sempre fui assim porque eu gosto de ser reservada também. A gente já se expõe muito na profissão. Precisa de um equilíbrio, sabe? Para você colocar seu pé no chão, ficar na tua e poder ser uma pessoa normal, porque você é uma pessoa normal. Senão, você começa a acreditar que você é outra coisa, né?”.

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