Filha de Chitãozinho vira cantora: "Vão me comparar com Sandy e Wanessa"

Por Marília Neves , iG Gente |

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Aos 30 anos, Aline Lima decide se dedicar ao sertanejo e afirma já estar preparada para comparações com a prima famosa

Aline Lima decidiu embarcar de corpo e alma e seguir os passos do pai, Chitãozinho, do tio, Xororó, e dos primos Sandy e Junior. Foto: André Giorgi/iGAline Lima está em fase de preparação do show, escolhendo músicas para o repertório: ‘está sendo mais trabalhoso do que eu imaginava’. Foto: André Giorgi/iGAline Lima não tem medo das comparações com a prima Sandy, nem com Wanessa, filha de Zezé Di Camargo. Foto: André Giorgi/iGA neocantora trará em seus shows um stelist cover, mais vai incluir duas novas faixas. Foto: André Giorgi/iGO hit ‘Evidências’, sucesso na voz de Chitãozinho e Xororó, tem espaço garantido. Foto: André Giorgi/iGNos próximos dias, Aline também lança o clipe de sua primeira música, fazendo sua estreia oficial. Foto: André Giorgi/iGJá para a primeira apresentação no palco, ainda não há uma data exata. Foto: André Giorgi/iGAline Lima namora há cinco anos o cantor Zeca Junior e tem um filho de onze anos, de seu primeiro casamento. Foto: André Giorgi/iGA cantora conta que não ficou solteira, desde seu primeiro namoro, aos 13 anos. Foto: André Giorgi/iGAline Lima garante que não se preocupa em repetir roupas. Quando gosta, não liga para marcas também: ‘tenho bota que paguei R$60. Foto: André Giorgi/iGAos 30 anos de idade, Aline Lima decidiu iniciar sua carreira musical. Foto: André Giorgi/iGAline Lima. Foto: André Giorgi/iGAline Lima. Foto: André Giorgi/iGAline Lima. Foto: André Giorgi/iG


Chitãozinho e Xororó, Maurício e Mauri, Sandy, Junior Lima... Aline Lima está cheia de exemplos musicais na família. E agora, aos 30 anos, decidiu trocar a bota e o chapéu das provas de montaria pelos microfones.

A filha de Chitãozinho, que começou na montaria aos 12 anos, circulou também por outras arenas: foi apresentadora de TV e se formou em marketing. Nesse período, também se casou, teve filho bem nova, um menino que hoje está com 11 anos, e se separou. Mais madura resolveu seguir um novo desafio. "Meu filho já está maior, já me formei na faculdade, já consegui conquistar outras coisas que tinha vontade. Mas acho que é por causa da maturidade também, não fico tão preocupada com o que os outros acham, com o que os outros vão pensar, com as críticas...", afirmou Aline em entrevista exclusiva ao iG.

André Giorgi/iG
Aline Lima

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A neocantora, que está em fase de ensaios e seleção de repertório, sabe que terá de enfrentar muitas comparações pela frente. "Vão me comparar com Wanessa, com Paula Fernandes e principalmente com Sandy. E até com meu pai. As comparações existem e eles ficam torcendo para uma rixa", comentou Aline, com bom humor.

Deixando as comparações de lado, ela trocará muitas figurinhas com Sandy, já que as duas estão em fases completamente opostas. Enquanto uma dá o start na música, a outra, cantora veterana, se inicia como mãe. No passado, quando tinham 18 anos, Aline estava dando à luz enquanto a prima ganhava um disco de diamante pelo 11º álbum da dupla Sandy e Jr.

iG: Por que decidiu entrar na carreira musical agora, aos 30 anos?
Aline Lima: Porque só agora consegui ter um tempo e me focar para isso. Meu filho já está maior, me formei na faculdade, consegui conquistar outras coisas que tinha vontade. Mas acho que é por causa da maturidade também, para não ficar tão preocupada com o que os outros acham, o que vão pensar de você, com as críticas. Como começou de uma brincadeira mesmo, de uma coisa despretensiosa, a vontade veio aos poucos. Não foi da noite para o dia. Me diverti fazendo aquilo. Mostrei para meu pai e ele falou: ‘Por que não?’. Aí comecei a me dedicar. Está sendo um desafio e foi uma surpresa para todo mundo em casa.

iG: Sua família é de artista e, seu tio, por exemplo, é superperfeccionista. Fica mais difícil na hora de encarar um desafio como esse?
Aline Lima: Super. E isso foi uma das coisas em que pensei mais antes de tomar qualquer decisão. Minha mãe ouviu desde o começo, desde a hora que a gente estava escrevendo a música, já está mais acostumada. Mas para meu pai, foi mais tenso. Na hora que ele falou que estava legal e que vi que ele se emocionou, fiquei muito feliz. E, para o Xoxoró, nem se fala. Nunca cheguei a perguntar diretamente a ele. Ainda não tive essa coragem (risos). Ele é extremamente perfeccionista e detalhista no arranjo, nas letras. E a letra que lancei é uma brincadeira. Então, ainda não quero trocar essa ideia com ele (risos).

iG: Antes disso, profissionalmente, você montava, certo?
Aline Lima: Já faz um tempo. Antes da faculdade, eu estava focada nos projetos de televisão mesmo. Mas sempre no mundo sertanejo. Porque tive essa abertura muito cedo. Com 12 anos, comecei a competir. E gostei. Consegui conquistar meu espaço no meio sertanejo. Até brinco porque na época tudo bem que todo mundo falava era a mesma história: 'ah, a filha do Chitão'. Mas na competição com cavalo, não existe isso. O cavalo não sabe quem você é. Então, consegui, graças a Deus, conquistar meu espaço, criei muitos amigos. Passei minha adolescência inteira no rodeio, em um lugar que consegui me sentir a vontade.

iG: Com a carreira musical, as comparações com a Sandy serão inevitáveis. Se for para você fazer essa comparação, quais são as semelhanças e diferenças?
Aline Lima: Musicalmente, acho que é a cobrança com a gente mesmo. Essa coisa de não querer decepcionar, de ser perfeccionista, acho que é uma coisa da família. E pessoalmente acho que tem mais do que a gente imagina. Toda vez que a gente senta para conversar, acaba batendo muita coisa de sentimento, gosto pessoal, maquiagem, detalhes. Ainda não tive a oportunidade de conversar muito com ela sobre o lado profissional porque comecei agora. 

André Giorgi/iG
Aline Lima


iG: Pode-se dizer que você é a prima rebelde de Sandy?
Aline Lima: Olha, sempre fui muito moleca. Ela também não foi muito santinha, né? Ela era bem arteira. Acho que ela dava, à vezes, mais trabalho do que eu (risos). Talvez porque as oportunidades dela de liberdade fossem menores do que as minhas. Eu estava sempre livre, não tinha compromisso, ela tinha que fazer lição no ônibus, na van, no camarim. Eu não tinha outra preocupação, enquanto ela só tinha aquele momento para brincar. Mas acho que falam isso porque gosto de sair, de curtir. Agradeço muito por ter curtido todas essas fases, de ir a um rodeio, de assistir a um show na arena mesmo. Eu não tinha esse problema de as pessoas me olharem e me reconhecerem porque eu não estava na televisão nem nada. Então, se isso é ser rebelde, talvez, sim.

iG: Você curtiu esse anonimato, mas ao mesmo tempo, casou e teve filho cedo. Conseguiu curtir sua liberdade também nessa fase?
Aline Lima: Acho que sim, porque comecei a curtir cedo. Com 12 anos comecei a viajar competindo nos rodeios. A gente competia e, quando já estávamos liberados, a gente saia. Então comecei a aproveitar essa coisa de turma, de sair, ir para churrasco, muito cedo. Sempre fui tranquila, mas curti muito. Dos 14 anos aos 18, quando casei, aproveitei bastante. Comecei a namorar com 13 anos. E falo que já fui para todas as boates da minha época antes dos 18. Conseguia sempre um esquema para entrar, sempre tinha alguém conhecido.

iG: Você e a Sandy estão em fases completamente opostas. Você construiu uma família quando ela estava focada na carreira e, agora, ela terá um filho quando você vai se iniciar na música. Tem trocado figurinhas sobre isso?
Aline Lima: Vamos trocar mais. Até então, a gente trocou mais sobre mãe, filho, gravidez, aproveitar essa fase. Mesmo tendo engravidado cedo, sempre fui mais tranquila, sempre pensei em casar cedo. Não teve aquela coisa de: 'putz, acabei com minha vida'. Curti muito todas as fases dele, todas as idades. Consegui cumprir tudo com muito mais calma do que se fosse ao contrário, como foi para a Sandy, no caso. Se ela tivesse tido filho antes, coitada, né? Durante a carreira, acho que teria sido impossível. Tanto que ela escolheu o momento certo, agora que ela está em uma fase mais tranquila e a hora que ela se sentiu preparada.

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Aline Lima


iG: Está solteira?
Aline Lima: Não. Namoro há cinco anos.

iG: Gosta então de relacionamentos sérios e longos?
Aline Lima: Pois é, acho que nunca fui solteira. Desde os 13 anos para frente. Um mês, no máximo, que fiquei solteira. E sempre terminava e falava: 'agora não quero nem saber, vou curtir'. Não dava certo (risos). Sempre fui muito séria, apesar de gostar da minha liberdade. Acho que por isso que (os relacionamentes) são longos.

iG: Ele é do meio musical também?
Aline Lima: Ele (Zeca Junior) é baixista e compositor. Ele que fez a primeira música nossa. Está sendo até legal, diferente, porque ele não é do meio sertanejo. Fui arrastando ele aos poucos. Está curtindo muito porque está sendo um desafio. Para quem vem de MPB, do pop, tem essa coisa de as letras serem mais complexas. Aí peço para ele dar uma simplificada (risos).

iG: São poucas as mulheres no meio sertanejo...
Aline Lima: Falo que no Brasil tem pouquíssimas cantoras em todos os meios. Não só no sertanejo. Ainda que no sertanejo têm algumas agora. Antes tinha só a Roberta Miranda.

iG: Você acha que é por falta de espaço ou de talento?
Aline Lima: Não consigo entender o que acontece. Talvez o nosso público seja um pouco machista nesse sentido. Ou então é porque todas as mulheres que começam a cantar acabam fazendo uma carreira muito focada só para mulheres. Talvez eu esteja falando muita besteira. Mas aí elas gravam uma música que os homens não vão ter nem como se identificar. Então, não vão curtir. Espero que cresça o número por aqui. De verdade. Não é aquela coisa de 'ai, mais uma', de competição. Torço realmente para que apareçam mais cantoras.

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Aline Lima

iG: Falando em vozes femininas, outra comparação que será inevitável será com Paula Fernandes. Tem medo disso?
Aline Lima: A comparação eu acho até bom, mas o estilo dela é completamente diferente do meu. Ela é mais romântica, apesar de ter algumas músicas mais animadas. Espero que o trabalho dela continue dando certo e, quem sabe, a gente consiga até fazer algumas coisas juntas. Acho que a gente tem que se unir mesmo. Comparação é a primeira coisa que me preparei quando decidi começar a cantar. Vão me comparar com Wanessa, com Paula Fernandes e principalmente com Sandy. E com meu pai. E eles ficam torcendo para uma rixa. Que não existe.

iG: Com seu pai, mais do que comparações, terá o nome ligado na sua carreira como "Aline, a filha do Chitão". Te incomoda?
Aline Lima: Não. Na época em que eu competia, eu tinha um pouco de vergonha, acho que por causa da idade. Eu tinha 12 anos, entrava na arena para competir e, quando me classificava, eles falavam “Aline, filha do Chitãozinho”. Eu já, ‘ai meu Deus, todo mundo vai ficar me olhando’. Mas é coisa de idade. Graças a Deus meu pai me deixou o nome dele, que é muito bom. Tem um nome no mercado, é muito respeitado. E para conseguir deixar de ser ‘Aline, filha do Chitão’, vou ter que conquistar meu espaço. Só vai depender de mim, não dele.

iG: Vai ter "Evidências" em seu repertório?
Aline Lima: Deve entrar na hora dos clássicos porque eu tenho certeza de que, se eu não cantar, vão pedir (risos). Tem que estar ensaiado.

iG: A vaidade muda quando se começa a investir em uma carreira artística?
Aline Lima: Muito. É o que estou mais sofrendo agora porque, por incrível que pareça, me pegou numa fase em que, como eu estava na faculdade, fora da televisão, estava mais tranquila nessa questão de emagrecer. Mas agora tenho que correr atrás. Querendo ou não, as pessoas vão reparar no que você está usando, no seu corpo. Por mais que meu foco não seja esse. Isso é uma consequência.

iG: Está no meio artístico, a família cheia de famosos. Sabe onde estão as armadilhas deste meio?
Aline Lima: Não. Não dá para saber exatamente. A gente tenta evitar as coisas que possam falar, que possam acontecer. O que sei que não estou preparada, nem vou me arriscar. Quero começar devagar. Meu pai mesmo falou que vão vir muitas críticas exatamente por eu ser novata nesse meio. O que eu falo é que muita gente teve essa experiência, passou por tudo isso. Mas no anonimato, sem ter o nome conhecido ainda, a pessoa toca em boteco e chama a atenção pela voz, pelo jeito. E não vou ter essa oportunidade de passar despercebida. Antes de eu abrir a boca, já estará todo mundo olhando. Tenho que me preparar mais psicologicamente e ter coragem de aguentar o que vai vir por aí.

iG: Do que você tem mais medo?
Aline Lima: Não sei. Acho que não penso muito no medo, porque se você fica refém dele não vai para lugar nenhum. O que tenho mais receio de decepcionar é no palco. Mas acho que por outro lado é a parte mais gostosa. Quero muito que as pessoas consigam me entender, entender o clima no palco. Essa talvez seja minha maior preocupação. Mas se não der certo, a gente volta, muda o repertório, muda o que não deu certo e bola para frente.

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