“Você falou que não ia aparecer”, respondeu ele para José Alvarenga em coletiva de imprensa nessa quarta-feira (19)

Cauã Reymond está mais do que pronto para apresentar, a partir de 11 de abril, o universo do ex-policial André no novo seriado “O Caçador”, que promete atrair tantos olhares quanto o personagem Leandro conseguiu em “Amores Roubados” no início do ano. Quem cutucou a onça, digo, o público com a vara curta foi o diretor, José Alvarenga , ao revelar que o ator fez cenas bem picantes de nudez - para surpresa do próprio Cauã. “Eu? Quando? Você falou que não ia aparecer nada”, disparou o ator em coletiva de imprensa nessa quarta-feira (19). “É, mas está lá”, cravou Alvarenga.

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“Aparece muito, viu (cenas de sexo)? Somos adultos, né? Acho que ninguém aqui trepa com roupa. O que é legal no seriado e na proposta da grade (sexta-feira, 23h30), é que você começa a qualificar a TV em fazer produtos para um público adulto. Isso é muito importante. A gente está fazendo uma televisão adultas, com debates, conflitos e complexidades adultas. O sexo é adulto”, garantiu o diretor, antes de passar o microfone para as duas beldades que também devem se exibir muito nos corpos de suas personagens, Nanda Costa e Cleo Pires.

“Estar cercada de profissionais, uma equipe como essa, que você confia, aí eu visto a roupa da personagem e não tenho problema em tirar. O problema é vestir. Depois que veste, o caminho está aberto”, disse Nanda, que vive a ex-prostutita Marinalva na trama. Cleo completou: “para mim é tranquilo. Tudo vale a pena quando você está dentro da personagem, quando tem a ver com a situação. Eu acho a nudez bonita. Eu acho que uma cena sexy bem feita é bonita. Eu sou a favor (risos)”.

Cauã Reymond
Thyago Andrade/Foto Rio News
Cauã Reymond

Papo picante à parte, o que guia a história de “O Caçador” é a injustiça cometida contra o policial André, personagem de Cauã. “Ele é um policial da DAS (Divisão Anti Sequestro) que tem uma carreira brilhante, sabe o que quer, gosta da sua profissão. Em uma operação, ele descobre uma coisa que vai atrapalhar sua vida - isso é um dos sigilos da história. Ele cai em desgraça e sua vida passa a ser outra. Para ele poder sobreviver, ele atua como caçador de recompensas, que é esse cara que é contratado para farejar criminosos que habitam a cidade do Rio de Janeiro. Essa é função dele, ele vai correndo atrás disso e, enquanto acontece essa história, ele vai refazendo a vida dele”, adiantou, cheio de segredos, Alvarenga, que divide a direção com Heitor Dhalia.

Quem é a peça-chave desse quebra-cabeça é Marinalva. “Ela era uma prostituta e se torna uma evangélica. A dificuldade toda da trama é que ela precisa voltar para o passado para abrir o futuro para André. E ela não quer voltar para o passado”, contou o diretor. Esse drama criminal, ou quase um thriller psicológico, promete prender o espectador. Segundo Fernando Bonassi (que assina o roteiro junto com Alvarenga e Marçal Aquino), André “é capaz de entrar na cabeça dos seus antagonistas e descobrir as próximas ações deles”.

“Ele é um cara que fareja no sentido de antecipa. Esse é um bom policial. Isso é o que o qualificava, só que ele perdeu o lugar para uma coisa que ele não esperava. Isso também é o barato da vida. O acaso, às vezes, derruba você por melhor que você seja. Esse é o caso dele”, filosofou o roteirista, para Cauã completar: “A gente aprende dando entrevista, né?”

Cleo Pires
Thyago Andrade/Foto Rio News
Cleo Pires

Dark side de Cleo Pires

A entrega de cada ator para extrair o melhor de si para o trabalho foi algo que deixou o diretor orgulhoso a ponto de ele destacar isso durante a coletiva. Em especial, Cleo Pires ganhou atenção pela intensidade com que construiu Kátia. “A gente está falando sobre personagens nada fáceis, que têm um dark side. E principalmente a Cleo, que faz uma personagem que está no limite o tempo todo, ela se entrega de um jeito forte, de deixar a gente arrebatado e querendo saber se ela ficou bem depois da cena. Não é fácil. Eu cheguei a falar ‘você tem que segurar um pouco mais a tua entrega’, porque ela faz um personagem difícil de viver e no meio de dois amores possíveis”, revelou.

Na história, Kátia é casada com Alexandre (Alejandro Claveux), que é delegado e irmão de André. “Ela é uma mulher com grandes dramas pessoais, mas ao mesmo tempo é uma mulher que gosta muito da vida. E esses dramas a levam sempre para um certo perigo. Ela está sempre em uma margem, mas sempre escolhe pela vida de alguma forma. E isso é o que faz ela ficar muito forte. Para mim, a relação dela com o marido é a coisa da realidade, com todos os desafios e frustrações que a realidade traz. E o André é como se fosse a fantasia, é o universo onde tudo pode dar certo e onde tudo dá certo. É meio o refúgio dela”, opinou Cleo.

Ela continuou: “Eu acho que todo mundo consegue se identificar com algum ponto. É um drama humano. Acho que todo mundo tem momentos em que se sente completamente afogado nas próprias emoções e não consegue elaborar aquilo bem e tem válvulas de escape. A dela vai muito para esse lado autodestrutivo. Eu vejo muito ela como um bicho. Ela não elabora muito as coisas. Só que nela isso acontece o tempo inteiro. Não é que de vez em quando ela tem um break down. É uma constante para ela”.

Nanda Costa
Thyago Andrade/Foto Rio News
Nanda Costa

Próximas temporadas?

Não, os autores ainda nem pensaram nisso. Mas quem sabe, não é? “Nesse momento, para nós autores, a história está fechada. Mas podemos reabrir a qualquer momento e contar novas histórias. Nós estamos trabalhando nessa história há dois anos. Por isso que não posso falar muito aqui, porque senão eu jogo por terra um trabalho de dois anos", falou Marçal.

Para quem perder uma semana de programa, Alvarenga avisa que as histórias centrais de cada episódio são independentes. “As histórias são fechadas, porque a cada programa ele está atrás de uma caça. E tem as tramas paralelas, os outros arcos, que vão avançando ao longos dos 14 episódios. São 40 minutos por episódio. Se o cara perdeu um programa, no outro ele está dentro”, disse.

“A gente está rodando o oitavo episódio e ainda está descobrindo coisas novas sobre os personagens. Quando a gente fala em seriado, não é a palavra que define um seriado, não é o que as pessoas falam. É o ambiente, é o clima, é o olhar, é o silêncio, é o que não é dito. ‘O Caçador’ é um pouco isso. Ele é muito claro, não tem nada de complexo no sentido de ser difícil, mas ele foge da obviedade. Ele propõe para você um clima, um ambiente. E essa é a viagem que a gente espera que todo mundo embarque”, provocou Alvarenga.

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