O ator participou do lançamento do filme "Alemão" e, além de falar sobre o longa, respondeu perguntas sobre sua vida pessoal


Com o já conhecido sorriso largo e olhos cortantes, Cauã Reymond divulgou seu mais novo filme, “Alemão”, no Rio de Janeiro nesta segunda-feira (10), e conversou com o iG em clima de balanço. Em 2014, ele chega à marca de 12 anos de carreira com uma extensa lista de personagens memoráveis e muitas manchetes sobre cada passo que resolve dar por aí.

Sem grilo, com papo bom e educado como sempre, o ator, que vive o traficante Playboy no longa de José Eduardo Belmonte , falou sobre sua experiência com o showbusiness, como gostaria que a imagem de sua filha com Grazi Massafera , Sofia , fosse preservada e como reagiu ao ver o nome envolvido com polêmicas sobre o fim do casamento com a atriz e o suposto romance com Isis Valverde . Confira abaixo:

Sobre ver sua vida pessoal devassada nas revistas e portais:

“Acho que isso meio que acabou. Durante o período me frustrou, mas também me trazia uma sensação de ver que não era mais aquilo que estavam falando de mim. Tem um momento em que você se acalma e pensa: ‘pô, beleza, com isso eu já não me identifico mais’. Se eu quiser eu dou um Google todo dia e vejo uma notícia de alguém que inventou alguma coisa. Eu realmente acho que tem um momento que quando você não se identifica com o que estão falando sobre você, te traz uma paz”.

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O balanço da vida no showbusiness é mais positivo ou negativo?

“Não existe mais positivo e negativo, existe o presente. Tem uma hora que não existe mais o certo e o errado. Existe você estar vivendo. Não tem regras do jogo, você está no jogo há muitos anos. É engraçado essa coisa do antes da fama. Eu fiz ‘Malhação’ e, tudo bem, é ‘Malhação’, mas eu fiz muito sucesso lá com um nicho pequeno. Eu não me lembro mais como não é ser famoso. É estranho isso. Na academia, outro dia, alguém falou que levou o filho para andar de ônibus pela primeira vez. Eu fiquei pensando nisso. Um dia eu vou entrar em um ônibus e ver qual é. É muito louco isso da fama, porque às vezes você entra em um lugar que você achava que iria causar, e não acontece nada. Tipo, uma pessoa te percebe no final. E às vezes você entra em um lugar que não daria em nada, e do nada você está procurando um jeito de sair, um olhar amigo, alguém que te entenda”.

Cauã Reymond na coletiva do filme 'Alemão'
Felipe Panfili/AgNews
Cauã Reymond na coletiva do filme 'Alemão'

Sobre a exploração da imagem da Sofia na mídia:

“As leis brasileiras deviam ser mais bravas, firmes em relação à criança. Eu não acho que o rosto dos nossos filhos deveria ir para capa de revista ou capa de um site. Eu acho que as crianças deveriam ser protegidas. Eu entendo que a criança fica famosa quando o pai utiliza a criança e joga esse jogo. Eu não tenho crítica do que é certo ou errado. Tem família que vai para capa da revista e posa de família feliz. Beleza, é uma escolha dos pais. Mas nunca foi uma escolha minha, entendeu? Eu acho que se eu nunca fiz essa escolha, por que minha filha é obrigada a passar por essa situação? Eu não vou levar ela à praia? Vou levar só de seis em seis meses, quando acabar um trabalho e vou para um país distante? Cara, eu fui criança, eu fui à praia. Ela tem que ir à praia, tem que comer areia, ter dor de barriga, tem que ter todo esse processo. É muito delicado. Eu me lembro que no auge da confusão (da separação) eu cheguei para um paparazzo e pedi para não postar foto minha, para falar com a editora dele para ela não colocar fotos da minha filha de frente, só de costas. E falei com um segundo paparazzo que estava me seguindo também. Um colocou e o outro, não. Eu me lembro (diz, apontando para a cabeça e com sorriso de canto de boca)…”.

Sobre a série “O Caçador”, que estreia em abril:

“O José Alvarenga Jr me convidou no final de ‘Avenida Brasil’. Quando acabou a novela, eu tirei férias e surgiu a oportunidade de fazer o ‘Alemão’ e, como eu te falei, me bateu a vontade de não fazer um herói de novo. Quando o ator que não podia fazer o vilão saiu do filme, eu pedi para entrar no papel. E na série, por mais que eu não seja um policial, ele é um ex-policial, é um drama policial, um thriller investigativo. E foi tão bom para mim. Eu fiz o laboratório no Alemão com os bandidos e fiz agora o laboratório da Polícia Civil, e vi o ponto de vista da polícia. E cheguei à conclusão que não tem muita conclusão a chegar, porque cada um pensa de maneira diferente. Mas foi muito enriquecedor, principalmente para entender a situação complexa do Rio. Às vezes eu fico pensando se a invasão no Alemão não poderia ser melhor organizada, menos cinematográfica e talvez mais precisa.

Sobre as aulas de tiro que precisou fazer na Polícia Civil:

“Aprendi para o ‘Alemão’, mas com 38, e agora no laboratório da Polícia Civil eu aprendi legal. Tem até uma curiosidade boa sobre isso. Como muitos atores são de comunidade, eu estava ali no meio como o playboy, né? Eles me tratavam muito bem, me ajudaram muito, mas às vezes eu ficava na dúvida que eles ficavam na dúvida sobre mim, sabe? E a gente foi fazer aula de tiro juntos. Foi o dia que eu ganhei eles, porque bati todo mundo atirando. Eu não sabia que iria me sair bem. Meu pai tinha uma espingarda de chumbinho e atirava muito bem, e eu sempre atirei pior que meu pai. Mas eu não sabia que o meu pior para o meu pai era melhor do que eles (risos)”.

Sobre a volta à TV

“Quando acabou ‘Avenida Brasil’ eu pedi um tempo de novela, porque eu queria essas férias. ‘Amores Roubados’ surgiu do nada, eu topei. Mas em ‘O Caçador’ também não é um cara muito bonzinho. Eu fiquei um pouco longe das novelas, mas devo voltar em 2015. E tem também o filme do Tim Maia no segundo semestre. Eu sou co-produtor, narro o filme, e faço o amigo do síndico, que é o melhor amigo do Tim. Achei um desafio esse negócio de narrar”.


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