Em cartaz em São Paulo com o monólogo “A Vida Sexual da Mulher Feia”, o ator comemora o sucesso no palco: “Enfrentamos jogo do Corinthians, final da novela, e o público estava lá”

“Um ano legal”. É assim que Otávio Müller define 2014. Modéstia dele. O ator está tendo um ano com que muita gente pode apenas sonhar. Está em cartaz no teatro com “A Vida Sexual da Mulher Feia”, que estreou em 11 de janeiro em São Paulo e teve desde então casa cheia todas as noites. “Enfrentamos jogo do Corinthians, final da novela, e o público estava lá”, diz ele.

Junto com a estreia da peça começou a filmar “O Homem Só”, primeiro filme de Claudia Jouvin , com Vladimir Brichta , Mariana Ximenes e Ingrid Guimarães . Este é um dos três filmes que Otávio vai lançar este ano. No primeiro semestre.

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Termina as filmagens no dia 15 de fevereiro e dia 17 recomeça a gravar “Tapas & Beijos”, a série das terças à noite na Globo, que já vai para o terceiro ano. “Djalma está de férias”, diz ele, sobre seu personagem, o dono da Djalma Noivas, a loja de Copacabana ao redor de que se desenvolve toda a história. “Já estou com saudade. O elenco já começou a trocar e-mails, daqui a pouco começam a chegar os textos.” Dois mil e quatorze é o ano em que, se você não for com a cara de Otávio Müller, melhor mudar do Brasil.

E não volte antes de 2016: para o ano que vem está programado o lançamento da adaptação para o cinema de "Mulher Feia", com direção de Maurício Farias

iG: Você está fazendo um monólogo pela primeira vez. Como está sendo a experiência?

Otávio Müller: Demais. É uma festa. Foram até agora quatro finais de semana de casa cheia todo dia.

Enfrentamos jogo do Corinthians, final da novela, e o público estava lá”, sobre peça em São Paulo

iG: Você está sozinho e muito livre em cena, o espetáculo tem mudado muito?
Otávio Müller: Tá mudando muito, já mudou bastante desde a estreia. Pode ter mudança boa e mudança ruim, precisa controlar um pouco. Minha mulher, a Adriana (Junqueira) , fez a direção de arte do espetáculo. Digo isso por falta de coisa melhor para dizer, porque na real ela é minha parceira no trabalho. É um projeto absolutamente caseiro.

iG: O que ela disse sobre os rumos do espetáculo?
Otávio Müller: Ela viu a estreia e fez muitas observações. Lá fui eu para a sala de ensaio sozinho fazer as mudanças que ela sugeriu. Aí ela foi viajar e não viu mais. Agora vai rever e fazer novas observações. Ela é uma referência para mim.

iG: Estando sozinho em cena e com tanta liberdade, você não se perde às vezes?
Otávio Müller : Me perco às vezes, é normal. Vários artistas se perdem, o Cazuza falava para mim que mudava as letras das músicas dele o tempo todo. Quando você está sozinho não tem ninguém para te regular, eu estou absolutamente sozinho no palco, não tenho nem bunda.

iG: Você fez um espetáculo em que se aproxima muito da plateia, quase convida o público para subir no palco. Como tem sido isso?
Otávio Müller:  O público fica na dele. Estou esperando Zé Celso Martinez Correa (o diretor do Teatro Oficina, que convoca a participação do público em seus espetáculos) aparecer lá. Mas é uma brincadeira, não é nada obrigatório. As pessoas falam, isso tem. Mas subir no palco ainda é cedo, uma hora acontece.

iG: Você é assim engraçado na vida? Quando você fala sério?
Otávio Müller:  Acho chato ter obrigação de ser engraçado, mas às vezes sou. Falo sério quando estou tendo papo sério com minha mulher, com minhas filhas, levo muito a sério meu trabalho, minha responsabilidade com a família. Mas sou muito brincalhão, muito garoto.

Vários artistas se perdem, o Cazuza falava para mim que mudava as letras das músicas dele o tempo todo. Quando você está sozinho não tem ninguém para te regular"

iG: Seu filho Francisco te viu no espetáculo? O que ele achou?
Otávio Müller:  Meu filho não me viu ainda, mas ele tem saudade de me ver no palco. Foi criado na coxia pelos dois lados (a mãe dele é a cantora Preta Gil ), está amarradão de querer ver, mas ele tem 19 anos, tem uma banda. Uma hora ele vê.

iG: E as pequenas?
Otávio Müller: Tenho duas meninas, Maria e Clara , de 5 e 7 anos. Tive filhos com a Adriana depois de 10 anos de casados. Eu faço elas rirem, mas elas nunca me viram no palco. Vão ver agora, como uma mulher feia.

iG: Como você é como pai?
Otávio Müller:  Nasci para ser pai. Fui pai pela primeira vez com 26, 27 anos e foi sempre gostoso. Nunca me estressei.

iG: Até quando você fica em cartaz?
Otávio Müller:  Pretendo ficar em cartaz para sempre. Vou estender a temporada da “Mulher Feia” em São Paulo. Depois do Teatro Folha tenho um compromisso de fazer em Campinas e volto para São Paulo, provavelmente para o Teatro Gazeta. É para lá que eu quero ir.




Serviço:

"A Vida Sexual da Mulher Feia"
Teatro Folha, Shopping Pátio Higienópolis
Av. Higienópolis, 618 / 2º Piso 
Informações: (11) 3823.2323
Vendas: (11) 3823.2737 e www.ingresso.com
Sexta às 21h30 | Sábado às 20h e 22h | Domingo às 19h30.
Duração: 60 minutos
Recomendação: 14 anos

Otávio Müller: 'Quando você está sozinho não tem ninguém para te regular, eu estou absolutamente sozinho no palco, não tenho nem bunda'
André Giorgi
Otávio Müller: 'Quando você está sozinho não tem ninguém para te regular, eu estou absolutamente sozinho no palco, não tenho nem bunda'


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