A atriz conta que abandonou sua peça de teatro para ficar mais com Brenda e com o marido, Fernando Scherer. O casal também revela os planos de tornar a filha uma cidadã do mundo

Sheila Mello cantarolou o tempo todo as clássicas músicas infantis para a pequena Brenda , de oito meses, durante a manhã de fotos e brincadeira com o iG  em São Paulo. A preferida da dupla? “Alecrim Dourado”, disse a mãe sem hesitar.

Aos 35 anos, a atriz e dançarina mostra que encontrou o seu melhor papel: o de mãezona. “Projetei a vida inteira para me entregar integralmente quando estivesse nesse momento”, conta ela, que desistiu de atuar na peça “Eu que Amava Ele, que Amava Ela” após algumas sessões em cima do palco, quando Brenda tinha três meses. “Estava naquele projeto antes da gravidez, são pessoas muito queridas, com uma proposta muito legal, e me pediram para continuar. Aceitei por esse motivo. Mas comecei a me sentir muito culpada longe da minha filha, comecei a não ver sentido em não estar com a minha família”, justifica ela.

Eu estava naquele projeto antes da gravidez e me pediram para continuar. Mas comecei a me sentir muito culpada longe da minha filha, comecei a não ver sentindo em não estar com a minha família", diz Sheila sobre saída de peça

Sheila e o marido, o ex-nadador Fernando Scherer , o Xuxa, são privilegiados e conseguiram se organizar para ficar o maior tempo possível com a filha: ela abriu mão do teatro e ele montou um home office. A babá só fica com eles até às 17h. "Já que a gente tem oportunidade, não vamos terceirizar tudo", argumenta Sheila. E é assim que o trio planeja passar os primeiros anos da infância de Brenda: juntos e em diferentes lugares do mundo.

A primeira aventura será logo após a estreia de Brenda na ceia de Natal. Depois de celebrar a noite com a família de Sheila em São Paulo, a família parte dia 25 de dezembro para uma temporada de três meses em Florianópolis, cidade de Scherer. O período longe de casa é um ensaio para o estilo de vida que o casal planeja ter: viajar com Brenda a tiracolo para vivenciar a cultura de diversos países.

“Vamos partir para o mundo quando tiver oportunidade, viajando aos poucos porque temos contratos a cumprir. Mas a ideia é passar três meses por ano fora, aprender línguas. Quero levá-la primeiro para a Europa porque acho que os Estados Unidos têm muito a cultura do consumo”, avalia Scherer.

Se depender da vontade dos pais, Brenda será uma cidadã do mundo
André Giorgi
Se depender da vontade dos pais, Brenda será uma cidadã do mundo

A vida cigana, no entanto, só deve começar em 2015, quando Scheila se formar no curso de Bioenergética. “Terminar esse estudo de terapia corporal é minha prioridade. Quero atuar na parte artística, não penso em ter consultório, quero trabalhar com atores, ser uma preparadora corporal. Foi dessa maneira que conheci a profissão e fiquei fascinada”, adianta a atriz e dançarina sobre seu próximo passo profissional.

Não quero levá-la para a Disney com dois ou três anos de idade, quero levar ao zoológico, à montanha, quero que aprenda a nadar, surfar, andar de skate, fazer snowboard" (Fernando Scherer)

O casal ainda relembrou ao iG como foram suas respectivas infâncias e que exemplos levam para a educação de Brenda. Scherer falou sobre ser pai duas vezes e Sheila contou como voltou à boa forma. Confira. 

Infância com esporte e natureza

Criado livremente na capital catarinense, o ex-nadador procura alternativas para a criação da filha em São Paulo. “A Brenda não vai poder fazer o que fiz na minha infância em Florianópolis, que era brincar na rua. Eu brincava o dia inteiro. Vou tentar dar outras coisas para ela, que é o que o mundo permite. Quero que ela tenha contato com a natureza e não só com a tecnologia”, diz Scherer. “Não quero levá-la para a Disney com dois ou três anos de idade, quero levar ao zoológico, à montanha, quero que aprenda a nadar, surfar, andar de skate, fazer snowboard. A mente fica tão mais livre com natureza e esporte, essa combinação tira a ansiedade. Eu andei a cavalo a infância inteira e lembro que não tinha momento mais gostoso”, completa ele.

Muita brincadeira e nada de palmadas

Sheila contou o que pretende repetir de sua infância na educação da pequena. “Minha mãe teve uma capacidade incrível de ensinar os quatro filhos a dividir, a compartilhar. Eu lembro que muitas vezes tinha uma bala em casa e ela tinha de ser cortada em quatro pedaços. Minha preocupação agora é como vou passar para Brenda, que é filha única, esses valores de saber dividir, ser generosa”, conta ela, que por enquanto não cogita engravidar novamente.

A ideia é passar três meses por ano fora, aprender línguas. Quero levá-la primeiro para a Europa porque acho que os Estados Unidos têm muito a cultura do consumo" (Fernando Scherer)

A dançarina também busca inspiração nos momentos divertidos de sua época de menina para levar para sua relação com a filha. “Minha mãe sempre brincou com a gente, sei todas as músicas de criança, ela fazia televisão de papelão, de caixote. Sempre teve essa dinâmica de brincar em casa e eu acho genial.” Já as palmadas que levava de vez em quando não vão se repetir com Brenda. “Nunca vou dar uma surrinha na minha filha. Mas a minha mãe já esquentou a minha bunda”, diz, aos risos.

Duas filhas únicas

Scherer também é pai de Isabella , de 17 anos, e aproveita a diferença de idade entre as duas filhas para aprimorar seu papel. “Eu converso bastante com a Isabella, pergunto se ela acha que eu devo continuar da mesma forma que a eduquei. Ela diz que sim, mas comenta que eu tenho de ser mais rígido”, diverte-se. “Nunca fui rígido com ela porque era a mãe quem ficava em cima o dia inteiro. Eu não morava com ela. Estava ali para ouvir, conversar, dar conselhos. Esse lado da conversa quero ter também com a Brenda.”

Minha mãe sempre brincou com a gente, sei todas as músicas de criança, ela fazia televisão de papelão, de caixote. Sempre teve essa dinâmica de brincar em casa e eu acho genial" (Sheila)

Boa forma após a gravidez

O corpo de Sheila voltou à boa forma rapidamente após o parto. “Engordei 11 quilos. Mas tive essa preocupação com a estética e a saúde antes da gravidez porque trabalho com a imagem, sou vaidosa e leonina. Tomei cuidado, me exercitei até o oitavo mês com personal trainer. E nunca parei de dançar”, conta a eterna musa de É o Tchan. Por causa de quatro hérnias, Sheila teve de abandonar as aulas de zouk – que fazia com o marido – e quer partir para a gafieira, mas ainda não convenceu seu par a aprender o novo ritmo. Em breve, mais uma entra na dança. “Não vejo a hora da Brenda aprender a dançar”, diz a mamãe coruja. E, pelo visto, a loirinha de grandes olhos azuis teve a quem puxar. Ela começa a pular assim que ouve Sheila cantar.

Agradecimento:
Mamusca
R. Joaquim Antunes, 778 – Pinheiros - São Paulo
tel: (11) 2362-9303




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