Em “Joia Rara”, ator será Manfred, um homem invejoso que luta para derrubar o irmão, Franz


Carmo Dalla Vecchia vai deixar a “barroquice” de lado. Para interpretar Manfred, o grande vilão de “Joia Rara”, o ator, cheio de caras e bocas na vida real, faz um exercício diário de olhar e treina a vilania de forma minuciosa. Este é o grande desafio que o novo personagem apresenta para Carmo, segundo o próprio contou para o iG Gente durante a coletiva de imprensa da trama.

“Tudo o que você precisa fazer como ator é dar a credibilidade para que o personagem possa existir. E quando você pega um vilão, o texto já conta que ele é um cafajeste e todo errado. Eu não preciso fazer cara de vilão, exagerar… Ao contrário, quanto eu menos fizer, melhor. E eu tendo a ser barroco na vida, tendo a fazer uma cena de catarse, de emoção. É onde transito com mais facilidade”, falou.

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Manfred é o terceiro malvado na carreira de Carmo. Antes, ele já praticou coisas horríveis em “Cama de Gato”, “A Cura” e “Amor Eterno Amor”. A experiência fez Carmo se apaixonar pelo lado negro das tramas. “É uma delícia e muito mais divertido ser vilão do que bonzinho. Pode perguntar para qualquer um, até para os bonzinhos. É uma questão dramatúrgica fácil de entender: o vilão conduz a ação dramática, o vilão promove a ação. O vilão não diz quem ele é, ele faz”, contou.

“Às vezes dá uma dorzinha nas costas, incomoda. É um lado que todo mundo tem dentro de si. E você atiça a raiva, a ira. O bom é que você coloca para fora em cena e não nos outros. Mas cansa. No final do dia você está exausto. Exige demais, mas de uma maneira saborosa”, afirmou o ator.

Carmo fez parte do seleto grupo da novela que embarcou para o Nepal para rodar cenas. Como praticante budista, ele se encantou pelo local e passou momentos curiosos com a culinária. “Não tive problema nenhum, sou uma pessoa muito simples e comi até samambaia sem saber. Eu fui a um lugar onde as pessoas comiam com a mão, e eu entrei naquela realidade deles. Não comi com a mão, mas fui experimentando coisas. Aí vi aquela coisa enroladinha e eu perguntei para o guia o que era. E era samambaia, e tinha gosto disso mesmo, era ruim”, relatou.

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