Nova contratada da Record fala sobre mudança de emissora, sobre a fama e a relação que estabelece com os ex-namorados: "Me dou bem com todos"

“Eu já estava com vontade de mudar”, diz Juliana Didone sobre a troca de emissoras que a levou da Globo para a Record, onde estreia em “Pecado Mortal”, primeira novela do também ex-global Carlos Lombardi no canal.

Desde 2011 longe das telinhas (a última novela foi “Aquele Beijo”, na Globo), a atriz confessou, em entrevista exclusiva para o iG Gente , que o namoro com a Record já rolava há algum tempo. A partir de setembro, ela surge em dose dupla na TV: vai viver as gêmeas Leila e Maria Clara. 

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“Tudo veio tudo a calhar: o fim do contrato com a Globo, a novela do Lombardi, o convite do (diretor geral) Alexandre Avancini ... As coisas fluíram de forma natural, sem forçar e nem interromper nada. Fico bem feliz de estar aqui”, contou a atriz, que estava sendo muito paparicada em seu primeiro trabalho na casa nova. Ela retribuia os cuidados com sorrisos e simpatia. Tudo indica que esse namoro tende a durar.

O iG acompanhou o nascimento de Leila. No primeiro dia de gravação de Juliana, as cenas foram rodadas em uma área da cidade cenográfica no RecNov que retrata o topo da Favela do Pinguim. A materialista Leila chega contrariada em sua primeira visita à favela, para onde seu pai ( Eduardo Lago ) a leva para conhecer Otávio ( Felipe Cardoso ), o filho - e herdeiro dos negócios - do bicheiro Michelle ( Luiz Guilherme ), na esperança de que ela se case com ele. “Eu espero fazer um bom trabalho, estar aqui presente, que a novela seja ótima, e que as pessoas gostem. Os capítulos que já li eu adorei”, afirmou.

Juliana é uma mulher bem bonita, sorrisão, corpão (é adepta da ioga e se tornou vegetariana). A única coisa que não é dela em seu visual atual é o cabelão loiro, fruto de um megahair. Confira o papo abaixo em que ela fala sobre fama, assédio, amor e casamento. Ela já namorou alguns atores conhecidos, como Ângelo Antônio e Bruno Mazzeo , e no momento seu coração bate forte pelo artista plástico Flávio Rossi . "Estou apaixonada", declara.

iG: Como aconteceu o convite para assinar com a Record?
Juliana Didone: A gente já vinha conversando há algum tempo, mas nunca tinha rolado porque eu ainda estava com contrato com a Globo. Eu já estava com vontade de mudar, mas tinha que terminar um ciclo para começar outro. Quando acabou lá, me procuraram de novo para falar sobre a novela do [Carlos] Lombardi. Eu sempre quis trabalhar com o (diretor geral) Avancini. Tudo veio tudo a calhar: o fim do contrato com a Globo, a novela do Lombardi, o convite do Avancini... As coisas fluíram de forma natural, sem forçar e nem interromper nada. Foi um ciclo que se fechou para outro iniciar. Eu estou bem feliz de estar aqui.

iG: Mas e relação com a Globo, como ficou?
Juliana Didone: Tudo bem, tudo lindo, assim como minha trajetória lá. Eu amei. Só que a nossa vida, seja no trabalho, no amor, em tudo, está sempre em movimento. E eu achei que assinar com a Record para fazer “Pecado Mortal” era um movimento bom. E vim, feliz.

O iG acompanhou o primeiro dia de gravação de Juliana Didone na Record
Ricardo Ramos
O iG acompanhou o primeiro dia de gravação de Juliana Didone na Record

iG: Qual sua expectativa com esse trabalho? É um investimento muito grande da casa, principalmente em um momento delicado de reestrutução financeira.
Juliana Didone: Eu não gosto de criar muita expectativa. Estou feliz com as personagens, com a equipe, com tudo. Espero fazer um bom trabalho, estar aqui presente, que a novela seja ótima, e que as pessoas gostem. Sim, é um investimento grande da casa fazer essa novela, porque é bem cuidadosa. Os capítulos que eu já li eu adorei. A gente espera que o público também goste de ver uma coisa que está sendo feita com tanto carinho e cuidado por todo mundo.

iG: Sobre as gêmeas, como você está planejando diferenciar a Leila e a Maria Clara? Juliana Didone: O trabalho que eu tenho feito é de energia e de buscar dentro de mim. Acho que todo mundo tem multidões dentro de si, ninguém nunca é uma pessoa só. Às vezes as pessoas falam: “nossa, como você é zen”. Sou sim, na maioria das vezes, mas também fico irritada, também fico puta, agressiva, melancólica e depressiva. A gente passa por todos os sentimentos. A Leila tem uma personalidade mais yang, masculina, solar, tem atitudes mais práticas, objetivas, é divertida e irônica. E a Maria Clara é mais yin, mais para dentro, romântica, introvertida, mais doce. A Maria Clara é doce e a Leila é pimenta. E não que elas não flutuem por outros universos, mas para diferenciar - e para eu me organizar - eu tenho colocado assim. E o visual vai ajudar muito também.

Eu me sinto muito a Ju, amiga dos meus amigos, filha da minha mãe, irmã das minhas irmãs, e minha função é ser atriz. Temos problemas, vamos ao banheiro, lavamos louça, arrumamos a casa, ficamos sem grana. É tudo muito igual”


iG: Por falar em energia, você é bem zen mesmo, não? É uma filosofia de vida?
Juliana Didone: Acho que o ser humano sempre busca alguma coisa para se apaziguar. Tem gente que corre, que faz tiro ao alvo, que joga futebol, que nada... A forma que eu encontrei foi pela ioga, o exercício, pela corrida também, e por ler coisas sobre nossa existência. Eu gosto, é um lugar que me fascina. Na verdade, eu sou super ansiosa e acho que esse mundo maluco de ter de ter status, fama, dinheiro, poder, deixa a gente muito ansioso. Fazer essas coisas é uma forma de ficar mais em paz comigo, senão eu surto.

iG: Você é uma gaúcha vegetariana?
Juliana Didone:  Pois é, sou gaúcha, super carnívora, né? Parei de comer carne há um ano e meio. Minha mãe achou engraçado e disse que não ia durar nem um mês [risos]. Não sei se vou voltar a comer carne. Às vezes eu penso, tenho vontade, mas não consigo por conta do sofrimento dos bichos mesmo. A minha mãe é o homem e a mulher lá em casa e ela faz churrasco todo domingo. Agora trocamos a carne pelo peixe, porque eu não como frango, mas peixe ainda sinto que é necessário para meu organismo. 

iG: E como você se sente quando está fazendo ioga em busca de paz interior e os paparazzi te fotografam na praia? 
Juliana Didone:  Não tenho isso muito formado na minha cabeça. Eu me sinto muito a Ju, amiga dos meus amigos, filha da minha mãe, irmã das minhas irmãs, e a minha função é ser atriz. Foi isso que eu escolhi para fazer. Tem o carinho do público, tem a exposição... Mas eu gosto, sabia? O público é o que me alimenta também. Qualquer ator quer ser reconhecido pelo seu trabalho, assim como qualquer profissional. Tem um povo que fala “ai, não gosto do assédio”... Eu não, acho incrível. Não tenho isso de “não me toque”, vou falar “chega aí, que legal que você gosta do meu trabalho, mas se você está esperando glamour ou algo além, eu não tenho para te dar”. Eu sou muito isso aqui que você está vendo. Você vai me ver na feira, correndo e sendo fotografada, porque eu não vou deixar de correr na praia, que é um lugar que eu acho incrível, para ir para a academia porque eu não quero ser fotografada. Não estou nem aí se vão me fotografar com celulite, com cara de sono, com espinha, com cabelo maluco... Isso sou eu, esse é meu dia a dia. Eu não vou me incomodar com isso, não me fere. A gente [artistas] é muito normal, sabe? Temos problemas, vamos ao banheiro, lavamos louça, arrumamos a casa, plantamos, pagamos conta, ficamos sem grana... É tudo muito igual. Eu não gosto desse patamar em que algumas pessoas se colocam de “intocável”. Acho isso meio besta.

Todo mundo tem multidões dentro de si, ninguém nunca é uma pessoa só. Eu sou zen, mas também fico irritada, também fico puta, agressiva, melancólica, depressiva”


iG: Você disse que está apaixonada. Como é sua relação com os ex-namorados, como o Bruno Mazzeo? Vocês ainda se falam?
Juliana Didone: Sim, a gente é amigo. Eu amo o Bruno, adoro ele. Aliás, fui na semana passada na peça dele (“Sexo, Drogas & Rock and Roll”). E eu amo o João, filho dele, tenho um carinho incrível pela Renata, ex-mulher dele. Eu não gosto dessa coisa de “acabou, não se fala mais”. Acho que um tempo é necessário para você absorver, refletir, sentir a dor do término. Mas a gente já terminou tem mais de um ano. Não somos amigos de ir na casa um do outro, mas eu continuo tendo contato com todas as pessoas que namorei na vida, porque são pessoas que me conhecem de verdade, na intimidade. Você acaba com aquele sentimento, mas outros ficam. Eu me dou bem com todos.

iG: Você está com 28 anos. Tem vontade de se casar, ter família, ser mãe?
Juliana Didone: De casar, tenho, sim... E minha mãe já quer um neto [risos]. Eu sou a filha mais velha, então ela fica no pé, dá umas indiretas, sabe? É uma coisa que vem com 28, 29, 30 anos. Vai batendo diferente. Sou muito livre, gosto muito da minha liberdade e não visualizo uma relação convencional, com casamento na igreja, milhões de convidados, uma fortuna sendo gasta... Mas comemorar uma relação estável, um amor, com amigos mais íntimos, isso eu tenho vontade de fazer em algum momento. Deve acontecer. Quero ter minha família, meus filhos. Mas não agora. É uma pressão muito mais externa do que interna. Quero esperar mais uns quatro, cinco anos... Um filho é um projeto muito importante. Se eu quiser ter filho aos 40, eu vou ter. Hoje em dia é possível. Se acontecesse [três batidinhas na madeira] sem querer, ótimo. Surpresas da vida são legais. Mas podendo escolher, só mais para frente.


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