Carreira solo, guarda-roupa de grife e uma personal stylist. A funkeira fashion testou seu poder de fogo na semana de moda do Rio, de look avaliado em R$ 40 mil: "Causei!"

Popozuda, funkeira, ex-fazendeira, Valesca adicionou um novo aposto ao seu nome: chique. Ao menos é assim que ela define seu estilo atual. Com R$ 40 mil a bordo, o look da funkeira fez sensação na última edição do Fashion Rio, evento de moda em que todo mundo capricha no modelão. “Nunca tinha ido a um desfile e tinha esse sonho. Minha perna estava bamba antes de sair do carro. Mas posso falar? Eu causei! Imprensa, fãs e artistas... Todos falaram que eu estava linda”, lembra.

O evento em março passado foi o ápice do trabalho da funkeira com a stylist Marcella Vinhaes , iniciado há três anos. Valesca a procurou para ajudá-la a se vestir para trabalhos, mas começou a se interessar tanto por moda que virou cliente fixa. “Não é luxo nem vaidade, é necessidade. Sempre quero crescer na minha carreira e as roupas que você veste – no palco e fora dele – influenciam muito", explica ela, acrescentando: “Não faço isso para ganhar elogios dos homens. Isso já tenho bastante (risos). Para eles qualquer coisa tá boa contanto que tenha bundão e coxão”.

Não faço isso para ganhar elogios dos homens, isso já tenho bastante. Para eles qualquer coisa tá boa contanto que tenha coxão e bundão."

Em sua primeira turnê pela Europa, que lhe rendeu 45 mil euros (cerca de R$ 130 mil) para se apresentar em oito países, a funkeira postou em sua rede social fotos visitando lojas das principais grifes do mundo - algumas de que nunca tinha ouvido falar -, e com bolsas caríssimas. Nesse tour fashion ela conheceu uma nova paixão: a linha de sapatos do estilista Valentino . “Esse é o meu vício. Tenho uns 200 pares. Uma vez gostei tanto de uma bota que fiquei atrás dela por um ano até achá-la em promoção. Fiquei felizona”, diz ela, que apela para a prática de parcelar as compras para realizar seus sonhos de consumo. “Tenho algumas joias, não muitas. O essencial para compor um look. Dividi em 10 ou 12 vezes e comprei. Não é fácil”.

DA GRIFE PARA A LOJINHA DA ESQUINA

Mesmo com uma recém-adquirida coleção de sapatos e bolsas de grife – entre elas Balenciaga (“nem sabia o que era”), Chanel e Versace –, a funkeira garante que não se liga em marca. “Quando você começa a conhecer mais sobre moda, acaba gostando destes itens porque são lindos e bem feitos. Mas se eu gostar de um short em uma lojinha na esquina, vou comprar. Não tenho isso de só usar coisa de marca”.

Se eu gostar de um short em uma lojinha da esquina, vou comprar. Não tenho isso de só usar coisa de marca."


Valesca e sua stylist vão ao shopping uma vez por semana para ver as tendências e fazer compras. A funkeira se informa também lendo quase todas as revistas de moda. “Marco as coisas de que gosto, tiro foto. Quando quero alguma roupa, mando a foto pelo whatts upp para ver se a Marcela aprova”, conta.

E como uma funkeira é tratada numa loja de grife? Valesca conta que nunca passou por saia justa ao entrar numa maison de luxo, como acontece com a personagem de Julia Roberts no filme “Uma linda mulher”. “Pelo contrário. Quando chego, as vendedoras trazem champanhe, pedem para tirar foto comigo. É uma festa. Se elas me tratarem mal... Amor, não volto lá. E não é porque sou famosa. Tem de tratar bem qualquer um”.

Valesca:
Sérgio Baia
Valesca: "Gostava de ver minha perna grudada no short. Agora, quero um corpo mais sequinho'

Junto com seu guarda-roupa, o corpo de Valesca também está em mudança. Conhecida pelos músculos e curvas avantajadas, a funkeira quer dar uma secada. “Já malhei muito para ser aquela mulher grandona e sarada. Gostava de ver minha perna grudada no short. Agora, quero um corpo mais sequinho. Para isto estou fechando a boca, malhando e fazendo massagem modeladora”, diz. "Estou em outra fase da minha vida."

Já malhei muito para ser aquela mulher grandona e sarada. Gostava de ver minha perna grudada no short. Agora quero um corpo mais sequinho. Estou em outra fase da minha vida."

"DINHEIRO, AMOR? ACABA"

Ex-fazendeira (ela participou da 4ª edição do reality), Valesca avalia que, mesmo não vencendo, o programa ajudou muito a sua carreira. “Quem achava que eu era barraqueira me viu de forma diferente. Mas não vesti máscaras. Não ganhei dois milhões de reais, mas ganhei muito mais: cinco milhões de fãs. Porque dinheiro, amor, acaba.” E, nessa sua nova fase, a Fazenda não tem muito espaço. “Ainda não consegui assistir tudo, vi a estreia”, diz ela. “Gosto de muitas pessoas que estão lá, mas vibrei mesmo quando Gominho entrou”.

Não ganhei 2 milhões de reais (na "Fazenda"), mas ganhei muito mais: 5 milhões de fãs. Porque dinheiro, amor, acaba."

Ok, Valesca não é barraqueira. Mas também não tente mexer com ela. Quando queremos saber sua opinião sobre as declarações de Marcos Feliciano sobre a “cura gay”, parte para o ataque. “Ele que tem de curar a idiotice dele. Sou a favor da felicidade e de todas as formas que temos de amar. E sabe o que está faltando para ele? O que fazer. Tanta coisa acontecendo no Brasil e ele inventando idiotice.Acho que ele foi mal comido. Resolveu ser gay, foi mal comido e daí... Quer acabar. Não existe isso!”

CARREIRA SOLO

Com essa mesma irreverência, Valesca se lança em carreira solo. Após 12 anos à frente do grupo “Gaiola das Popozudas”, a carioca será substituída por sua irmã, Gésica P. “Meu nome ultrapassou a Gaiola das Popozudas. Hoje, nós somos apresentadas nos shows como Valesca Popozuda e a Gaiola das Popozudas. São dois nomes, duas marcas fortes. Por isso, meu empresário sugeriu separar”, justifica.

Não sou covarde, estou pronta para o combate, keep calm e deixe de recalque." ("Beijinho no ombro", nova música de trabalho)

Sua nova música de trabalho é “Beijinho no ombro”: “Não sou covarde, já estou pronta para o combate/Keep calm e deixe de recalque/O meu sensor de piranha explodiu/Pega sua inveja e vai para p.../Beijinho no ombro para o recalque passar longe/Beijinho no ombro só pras invejosas de plantão/Beijinho no ombro para quem fecha com o bonde/Beijinho no ombro para quem tem disposição”.

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