Atriz estreia em São Paulo peça na qual interpreta uma idosa, diz não temer a velhice e dá sua opinião sobre as manifestações em todo o país


Após uma temporada de sucesso e boas críticas no Rio de Janeiro, Maitê Proença estreou o espetáculo “À Beira do Abismo Me Cresceram Asas” – do qual é autora, diretora e uma das protagonistas, ao lado de Clarisse Derzié Luz -, na noite desta quinta-feira (20), em São Paulo. Na peça, a atriz incorpora Terezinha, uma velhinha de 86 anos, que vive em um asilo. “A peça não é para falar da decadência, do fim, é pra falar da vida, contar histórias. Elas não são velhinhas deprimidas que estão vendo a vida passar e sem produzir”, contou Maitê ao iG.

Maitê Proença estreia peça em São Paulo
AgNews
Maitê Proença estreia peça em São Paulo

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A atriz, que está com 55 anos, garantiu que não tem medo de envelhecer. “Estamos indo, caminhando todos nessa direção. Tem que esperar pra ver. Estou tentando ser criativa, produtiva. Quero fazer com que minha vida seja interessante. Tem pessoas de 20 anos, que você olha para elas e não se interessa. O que faz uma pessoa ser interessante ou não é o entusiasmo, a vontade com que agarra a vida. Então, por enquanto, eu tenho muita”, declarou.

Maitê afirmou ainda que não se preocupa com as mudanças que a idade traz à aparência. “É uma batalha inglória, se eu for ficar pensando que tenho que ficar com a pele igual a da minha filha, aí vou sentar e ficar triste”, explicou.

Questionada se vai dividir o tempo na peça com algum projeto na televisão, ela fez mistério. “Só quando tiver alguma coisa formal, eu falo”.

Estreia em meio a manifestações

Assim que acabou o espetáculo, Maitê agradeceu ao público que foi vê-la mesmo com as manifestações que ocorriam na capital paulista. “Fiquei com medo de me apresentar e o teatro estar vazio”, desabafou. Aliás, na plateia estava o ex-governador de São Paulo, José Serra, que não quis dar entrevistas sobre os protestos .

Já Maitê disse ser a favor do povo ir às ruas fazer reivindicações para melhorar o país. “Eu acho que rasgaram os nós de nossas gargantas. A sociedade brasileira estava há muitas décadas anestesiada, acho que o governo foi de uma incompetência por deixar as coisas tomarem o rumo que tomaram. Mas também foi bom, porque agora o movimento está abrangendo todos os setores, com os quais a população está insatisfeita. E agora, finalmente, as pessoas estão se manifestando. Não é mais direta e esquerda, porque o mundo mudou”, opinou.

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