Manifestações no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília foram o assunto na festa da novela "Saramandaia", que aconteceu nesta segunda-feira (17), no Rio


Leandra Leal foi a última convidada a chegar na festa da novela "Saramandaia", que aconteceu nesta segunda-feira (17), no Museu de Arte do Rio de Janeiro. Com duas horas de atraso, a atriz explicou que seu motivo foi nobre. "Vim direto da manifestação que estava acontecendo na Avenida Rio Branco. Foi lindo e super pacífico até o momento onde estava. Emocionante, um movimento sem líder, apartidário, uma nova forma de organização", disse ela, que foi ao protesto acompanhada de Chandelle Bráz e Georgiana Góes . As três se arrumaram para a festa no camarim do Teatro Rival, do Cinelândia, na qual Leandra é dona.

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Leandra Leal participa da festa de lançamento da novela Saramandaia
Foto Rio News
Leandra Leal participa da festa de lançamento da novela Saramandaia

Não se falava em outro assunto, aliás, durante o evento. Coincidentemente a nova novela das 23h, que estreia na próxima segunda (24), tem no primeiro capítulo uma cena de jovens fazendo manifestação contra o prefeito da cidade. "É inacreditável como esta história escrita por Dias Gomes continua sendo atual", afirmou Leandra, que se identifica com o ativismo da sua personagem Zélia. "Sempre vou em manifestações também. As últimas foram contra o Feliciano e a Marcha da Maconha. Só vou em causas que acho importante. Mas eu fico quietinha, na minha. A Zélia é daquelas que sobe no palanque, pega o microfone e quer gritar", compara.

Fernanda Montenegro também falou sobre a importância dos protestos. "Para mim, os protestos são bastante claros. As pessoas hoje já sabem a essência do que a nação precisa. Tudo começou com 0,20 centavos, mas as pessoas sabem que o país precisa de atendimento social, saúde, transporte e comida, é claro."

Confira abaixo outros depoimentos sobre os protestos:

Vera Holtz : "Eu estava emocionada em casa vendo todos os protestos. Não vejo cenas assim há tempo. O futuro está nessas pessoas que estão na rua. Compartilho desse pensamento e está no meu sangue. Acho bom que as pessoas vão reivindicar o que querem nas ruas".

Débora Bloch : "Meus filhos estão lá. Acho que precisamos nos indignar e também acredito que o brasileiro se indigna muito pouco. Eu fico indignada com a quantidade de corrupção e de impostos que pago e não vejo retorno. Mas não sou a favor da violência. O próximo tinha que ser contra o congresso".

José Maye r : "Olho esse movimento com um olhar esperançoso. É a expressão legítima do povo. Só lamento que alguns vândalos se aproveitam da situação. Mas o protesto tem que acontecer. Tira os políticos da inércia".

Lilia Cabral : "Acho importante fazer protestos, a juventude dar a cara tapa. Existe uma insatisfação real. E eles estão corretos em muita coisa, mas perdem a razão quando vandalizam a cidade".

Marcos Palmeira : "Até que enfim o povo resolveu mostrar que não está conformado. As pessoas estão revoltadas com um governo que não investe em nada, injetando dinheiro que não tem em obras faraônicas. A manifestação também é um aprendizado porque é uma geração que nasceu na democracia".

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