Filha da cantora e atriz Tânia Alves, a artista aposta em novo formato, mas diz estar aberta para voltar à televisão


Gabriela Alves nos bastidores
Caio/AGNews
Gabriela Alves nos bastidores

Gabriela Alves já soltou a voz em peças teatrais e no repertório de seus shows, a música popular brasileira reina em sua carreira. Na noite dessa terça-feira (04), a atriz estreou seu primeiro musical, “Pour Elise”, e surpreendeu ao se apresentar como cantora lírica. "Foi o primeiro que fiz profissional. O lírico foi o desafio dos desafios. Com certeza é meu maior desafio. Imagina, ainda ter que cantar em alemão e italiano. Uma loucura", disse ela, durante o coquetel para convidados, no Teatro Folha, no Shopping Higienópolis, em São Paulo. O musical escrito por Flávio de Souza, com direção de Pamela Duncan, estreia dia 11 de junho e fica em cartaz às terças, às 21h30, até o dia 20 de agosto.

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Na pele da cantora Elise, da Varsóvia, no ano de 1938, Gabriela canta versos de Flávio de Souza e Claudio Goldman - que interpreta o pianista judeu Sbig -, em clássicas melodias de Beethoven, Schumann, Mozart. "Nunca tinha feito nada parecido com isso. Cantar ópera? Quando me convidaram me disseram que eu tinha um timbre que daria certo. Resolvi topar", disse. "Tive ajuda do meu preparador musical maravilhoso, o Jocelin. Ficamos ensaiando uns 3 meses. Foi árduo, realmente desafiador. Mas agora que estreou, o nervosismo passa e vem o aprimoramento com as apresentações", concluiu.

Na peça, Elise é casada com um líder da resistência antinazista, mas se apaixona por Sbig. O amor acaba quando explode a Segunda Guerra Mundial e Elise embarca com seu marido para o Brasil. Anos depois, Sbig (Lui Strassburger, que interpreta Sbig mais velho) e Elise se reencontram no país tropical e retomam o romance. "Esta peça é uma leitura completamente diferente, tem uma proposta diferente de melodramas, uma mistura de várias linguagens. É um espetáculo muito complexo, tem muitas facetas, muitos elementos. Aparentemente ela é simples", disse Gabriela, referindo-se aos cinco músicos que a acompanham no palco executando a trilha sonora com piano, clarinete, acordeão, percussão e flauta. Além das pitadas de comédia, slides retratam algumas cenas marcantes, como da Segunda Guerra Mundial e do clássico filme Casablanca (1942), com as estrelas Humphrey Bogart e Ingrid Bergman.

Filha da cantora e atriz Tânia Alves , Gabriela que traz os "traços" da mãe nordestina, acredita que apesar da peça ser formada por um público selecionado seu reconhecimento "popular" atraia multidões. "Está sendo uma delícia fazer este trabalho. O público está acostumado com comédias mais populares. Essa tem todo um requinte, as projeções, os cantos... É um público mais selecionado que gosta de algo mais selecionado. Eu espero que as pessoas venham descobrir este tipo de espetáculo assim como eu estou me achando na música clássica e adorando".

Por falar em comédia popular, uma das mais aclamadas, “Os monólogos da vagina”, completou 13 anos no início de 2013. "Comédia também é uma coisa que estou ganhando intimidade agora", acredita a atriz, que aos finais de semana viaja com “Os monólogos da vagina”, da norte-americana Eve Ensler, adaptada no Brasil por Miguel Falabella. Na nova formação,a atriz ainda divide o palco com Adriana Lessa e Cacau Melo.

Já na TV - seu último trabalho foi em "Amor e Revolução" (2011), no SBT -, Gabriela está disposta a novas propostas. "Estou aberta para novos trabalhos", disse ela, que também está preparando um musical de própria autoria. "Será nos moldes deste, com banda no palco, essas coisas", disse a cantora, sem entrar em detalhes.

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