Ator falou ainda sobre entrevista polêmica à revista "Trip", em que revela ter sido abusado sexualmente por um padre e ter fumado maconha pela primeira vez com policiais

José de Abreu na pré-estreia do filme 'Meu Pé de Laranja Lima', em SP
Claudio Augusto/Photo Rio News
José de Abreu na pré-estreia do filme 'Meu Pé de Laranja Lima', em SP

José de Abreu  esteve ao lado de Caco CioclerJoão Guilherme Ávila  - filho do cantor sertanejo Leonardo -, e de grande elenco para prestigiar a pré-estreia do filme “Meu Pé de Laranja Lima”, na noite desta segunda-feira (15), no Cinemark do Shopping Iguatemi, em São Paulo. A nova adaptação cinematográfica baseada no clássico homônimo de José Mauro de Vasconcelos entrará em circuito nacional a parti desta sexta-feira (19).

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Depois de roubar a cena na ficção como um dos maiores vilões na TV brasileira, na pele de Nilo, em "Avenida Brasil", José de Abreu ainda vem dando o que falar quando resolve manifestar suas opiniões. Capa da revista "Trip" deste mês, o ator falou sobre diversos assuntos em uma entrevista que rendeu dois dias. “Foi a melhor entrevista que eu já dei em toda a minha carreira. Eles conseguiram ser muito fiéis ao que eu penso, passamos dois dias juntos. Eles entenderam a minha cabeça. Fiquei muito feliz e eles também", disse ele.

Antes de entrar para a sala de cinema, Zé de Abreu explicou algumas polêmicas que estão nas páginas da publicação. Não poderia faltar a bombástica  declaração sobre sua bissexualidade revelada no início deste ano através de seu Twitter . “É aquilo que está na revista. É uma opção. Eu quis me colocar nessa posição. Não há necessidade de ter chegado às vias de fato”, pontua ele, que é casado com  Camila Mosquella .

Abuso sexual aos 12 anos 

O ator contou porque resolveu revelar na revista que sofreu abuso sexual aos 12 anos de idade por um padre, época em que era seminarista. “Não resolvi falar. As coisas foram indo. Eles (repórteres) queriam que eu contasse a minha vida. Ficamos dois dias. Essas coisas a gente não pensa, fuçaram todo o meu álbum de fotografia, teve a cabeça da repórter, eu falei que estudei no seminário e ela perguntou se havia tido algum problema naquele lugar. Se ela não perguntasse, eu não iria falar. É o tipo de coisa que não não dá para prever... Não foi nada grave", encerrou o assunto na noite de pré-estreia. Já na entrevista à revista "Trip", ele relatou o episódio do abuso com detalhes: "Um dia, um padre me deu uma masturbadinha leve. Fiquei muito grilado porque não sabia como confessar. Tinha 12 anos. Lembro do filme até: Marcelino Pan y Vino. A gente estava assistindo, e o cara pegou no meu pau. Foi um susto. Tirei a mão dele, levantei, mas fiquei com aquele pecado na cabeça."  

Aprendeu a fumar maconha quando era policial

Zé de Abreu também contou à publicação a forma inusitada de como começou a fumar maconha, quando entrou para a polícia. “Foi uma questão de técnica, uma questão profissional. Eu era muito jovem e a ideia deles (outros policiais) era que eu entrasse nas quadrilhas pelo fato de eu ser jovem. Ninguém iria desconfiar de que eu era policial e na primeira vez que fui encontrar com uma turminha em Diadema em um campo de futebol, eu não sabia fumar. Aí os caras desconfiaram de mim. Eu tive que aprender a fumar para fumar com os caras. Eu tinha uns 20 anos. Agora tenho 66", contou o ator e ex-policial do setor de entorpecentes.


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