Ator contou em entrevista ao iG que se reaproximou da primeira mulher há três anos e que deve tudo o que aprendeu em sua carreira a ela

A caminho de Cajamar, interior de São Paulo, para acompanhar o velório de Cleyde Yáconis , que morreu na noite dessa segunda-feira (15), aos 89 anos , Stênio Garcia conversou com o iG por telefone. Emocionado, agradeceu a atriz, sua primeira mulher, com quem foi casado por 11 anos. “É uma grande perda. Devo minha vida a ela. Tudo o que aprendi como ator, sobre teatro e responsabilidade profissional, devo aos ensinamentos dela e às portas que ela abriu, me incluindo no meio social que ela vivia.”

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Militante nos anos da ditadura, Cleyde Yáconis era um orgulho para Stênio. “É uma grande perda para a sociedade brasileira. Além de uma atriz fantástica, era um ser humano cheio de posicionamentos políticos, que chegou a ser presa em 1964 pelo DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), quando defendia os colegas do militarismo. Ela sempre foi uma bandeira em defesa dos colegas.”

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Stênio ainda lembrou do relacionamento entre eles e de como conheceu a primeira mulher. “Estava terminando o curso de teatro, tinha acabado de receber um prêmio e fui convidado pela irmã dela, Cacilda Becker , para entrar no grupo de teatro delas. Cleyde foi minha grande sorte, meu primeiro grande amor. Durante os 15 anos em que passei em São Paulo, vivi de muito aprendizado e amor.”

Separados desde 1969, Stênio contou que há três anos retomou o contato com Cleyde. “Se eu posso sentir alguma alegria nesse momento, que é muito triste, foi minha reaproximação com quando ela teve um acidente na gravação de uma novela. Foi uma grande alegria para mim, porque realmente achei que a tinha perdido”, contou o ator, que está no ar em “ Salve Jorge ”, na Globo.

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