Apresentador do “Got Talent” admite que teve um romance com a atriz da Globo, fala sobre o desafio na TV e relembra os altos e baixos no "CQC"

Ele deixou de lado o terno e os óculos escuros, perdeu 4,5 quilos, largou as entrevistas nas ruas e se diz em um momento incrível profissionalmente. O ex-“CQC” Rafael Cortez trocou a Band pela Record e estreou nessa terça-feira (2) como apresentador do “Got Talent”. “Agora vou enfrentar feedbacks bons, ruins, coisas que abalam, coisas que alimentam, elevam, depreciam. Mas, independentemente disso, estou em uma fase muito calma, tranquilo, feliz, muito realizado”, disse ele ao iG às vésperas da estreia. Cortez nunca escondeu que não pretendia mais permanecer no humorístico comandado por Marcelo Tas e foi no momento de maior descontentamento, na quinta temporada da atração, que recebeu o convite da Record para encarar uma nova empreitada. “A proposta veio no momento certo, que era quando eu questionava, dizia que estava cansado de fazer o programa. Eu não queria fazer esse programa nas coxas.”

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Se Cortez está realizado na vida profissional, na pessoal ainda não é bem assim. “É um desperdício que essa ‘delicisse’ toda não esteja acompanhada do corpo seminu e magro de uma mulher peituda”, brinca ele, que se envolveu recentemente com Fernanda Vasconcellos . A atriz acaba de assumir namoro com Cássio Reis e inevitavelmente começaram os comentários de uma possível troca de apresentadores. “O que eu posso dizer é que eu estive com ela sim. Ele também esteve. Mas meu caso ali com a Fê não deu certo e acho que com o Cássio deu. Não sei que momento eles estiveram (juntos) e eu estive (com ela), não quero ficar pensando nisso”, afirmou.

No bate-papo, Cortez ainda falou sobre a comparação com Rodrigo Faro , a importância do humor, seu pior momento no “CQC” e a cusparada que tomou do ator Paulinho Vilhena . “Se eu pudesse trocar, preferia ter tomado cinco cusparadas do Paulinho do que ter o negócio com a (Maria) Bethânia”, diz ele, referindo-se a uma piada mal colocada numa entrevista em 2010 com a cantora, de quem é fã.

Bethânia me desculpou e fiquei 20 quilos mais leve. Aquilo era um câncer para mim. Ela foi correta a vida inteira e do nada levou uma bordoada por inexperiência e nervosismo do repórter”, sobre piada mal colocada com a cantora

iG: No início das gravações do “Got Talent”, você comentou que estava bem inseguro. Como está em relação ao programa agora?
Rafael Cortez : Estou bem mais seguro, mais tranquilo e muito confiante. Acho que o caminho para se chegar a esse lugar é realmente começar assustado, pianinho, estudando. Agora me entendi mais em relação ao programa. Não é que eu estou pronto, tá? Eu fui ficar bom na quinta temporada do ‘CQC’, aí fui embora (risos). Então, em relação ao que eu estava antes, estou muito feliz, muito otimista.

iG: Qual é a diferença entre ser repórter e agora virar apresentador?
Rafael Cortez: O tipo de entrevista que eu fazia no “CQC” sempre partia de um pressuposto de que você é a estrela do negócio. Havia uma consciência nossa ali, e acho que existe até hoje no “CQC”, de que por mais que você tente abrir a guarda e dar o foco para o entrevistado, a condução e o estrelato é do repórter. No "Got Talent", a primeira coisa que tem que ser feita é tirar essa pretensão de ser o “bonitão da bala Chita”, como diz o (Marcelo) Tas, e deixar os caras brilharem. Essa é uma lição de humildade mesmo. Você tem que conter a piada, não porque é inoportuna e não tem nada a ver com a linguagem. É porque a piada vai tirar o foco da história de vida do cara. A diferença básica, para mim, é uma questão de conduta. Esse é um programa tocante com histórias de vida, e mexe com sonhos.

Preferia ter tomado cinco cusparadas do Paulinho Vilhena do que ter tido esse negócio com a Bethânia”

iG: Sentiu dificuldade em não ser mais a estrela da atração?
Rafael Cortez: Não, porque sou o apresentador do programa. Na prática, quem brilha mesmo são os candidatos. Os jurados ( Daniella Ciracelli , Sidney Magal e Milton Cunha ) têm muita personalidade, etc. Mas a assinatura final é minha. Acho que se eu fosse um repórter do “Got Talent” talvez eu sofresse. Por mais que meu tipo de apresentação esteja diferente e a edição me deixe muito mais dinamizado, eu não deixo de pensar que eu sou o apresentador do programa. Não tem como não ficar feliz com isso.

iG: Você canta, toca violão, quais são seus outros talentos que pouca gente conhece?
Rafael Cortez : Tenho uma habilidade: consigo desatar um sutiã em poucos segundos, com a mão esquerda ou direita, mesmo com a mão dormente. Pode ser o bojo da frente, de trás, duplo, velcro, aquela alça da lateral de cima, de celofane, que é moderno. É uma facilidade minha (risos).

iG: Tem outras habilidades?
Rafael Cortez: Outras publicáveis? Não sei... Tenho explorado uma coisa do canto, não quer dizer que eu tenha talento para isso. Mas, se eu tivesse hoje que escolher uma coisa que eu gostaria de tentar estudar ou ver se tenho alguma vocação, tentaria ver qual é minha parada com o canto. Muita gente diz que sou cantor, mas nunca fui. Só brinquei de aparecer cantando e faço uma coisa bem caricata, uma coisa meio Cauby (Peixoto ). Por enquanto, acho que não canto bem e não tenho talento para isso não. Mas um dia quero cantar para a Bethânia e ela me diz se posso ser cantor.

A Fernanda (Vasconcellos) é uma menina linda, gente boa, ótima atriz. E está com o Cássio (reis), mas não tem nenhum desafeto, gosto dele. Não houve uma sacanagem, como estão querendo colocar”

iG: Qual foi o motivo que te levou a deixar a Band? Teve proposta de um salário milionário para ir para Record?
Rafael Cortez: O real motivo foi que a proposta da Record veio no momento certo, que era o momento em que eu questionava, em que eu dizia que estava cansado de fazer o programa e não queria fazer esse programa nas coxas. Estava feliz fazendo o “CQC”, mas entrei no quinto ano dizendo: esse daqui é o último. E a Band sempre esteve superaberta para conversar, não tenho nada para me queixar. Quando a gente vinha sinalizando uma conversa, a Record veio com a proposta. E a proposta era legal, não pela grana. É mentira que eu ganho R$ 300 mil, ou R$ 250 mil. Ganho R$ 580 mil, essa é a verdade (risos). Brincadeira. Meu salário é legal, mas não é nada astronômico. Mas não foi definitivamente grana, foi porque estava cansado e queria uma coisa que me desafiasse. Esse projeto me desafia em todos os sentidos. Sou um cara movido por desafios. No automático, não funciono.

iG: Teve alguma coisa que te deixou magoado no “CQC”?
Rafael Cortez: O que mais me deixou mal foi a piada errada que falei para a Maria Bethânia porque sou muito fã dela (em 2010, ele entrevistou a cantora e disse que achava que ela tinha chulé e frieiras quando não deixou que uma fã beijasse seus pés durante um show). Formulei a pergunta errado, de uma maneira que ficou uma piada depreciativa, sacaneando a Bethânia. Era uma coisa para ela rir de mim, eu me sacaneava. Errei a piada, me doeu muito. Eu tinha prometido que não sairia do “CQC” enquanto não consertasse isso com ela. Eu a encontrei no penúltimo mês do meu contrato, nas eleições do Rio de Janeiro, e pedi desculpas. Ela me desculpou e eu fiquei 20 quilos mais leve. Aquilo era um câncer para mim, era muito grave. A vida inteira ela foi correta, mais ainda artisticamente, e do nada levou uma bordoada por inexperiência e nervosismo do repórter. Essa foi a pior coisa.

iG: E quanto ao cuspe na cara que levou de Paulinho Vilhena (em 2011)?
Rafael Cortez: Não foi grave, para mim, como foi o negócio da Bethânia. O que ficou chato foi que ali eu descobri que ele é um cara sem compreensão de diálogo. Nunca mais cruzei com ele. Ele estava com algum problema pessoal ou comigo, que nunca me disse, e cuspiu em mim. Mas não foi grave. Se eu pudesse trocar, preferia ter tomado cinco cusparadas do Paulinho do que ter tido esse negócio com a Bethânia.

Não quero ser o Rodrigo Faro, mas ele tem elementos muito bem-vindos para um apresentador. Ele tem essa delicadeza, essa gentileza, esse falar com todo mundo como fala com um integrante da família dele”

iG: Ainda sobre “CQC”, houve uma briga com o Marcelo Tas ou foi apenas uma brincadeira sobre a questão que ele fala de sua sexualidade?
Rafael Cortez: Essa coisa de brincar com a sexualidade é própria do humor. Humor gira basicamente em torno do bullying, né? Sempre foi assim. No humor sempre teve ‘ o gordo, o careca, o não sei o que’. O Danilo não era o bebezão de Santo André? O Tas não era o careca? O Oscar não era o tampinha? Aí me deram essa brincadeira e foi bom, um monte de mulher veio querer saber: “é ou não é? Quero conferir”.

iG: É mais difícil fazer humor hoje, quando tudo é tratado como bullying?
Rafael Cortez: É mais difícil fazer humor desde que as pessoas passaram a se levar tão a sério. Acho que no humor tem que ser combatido esse ‘politicamente correto’. Humorista tem a função sim de provocar a sociedade para que através do riso ou do debate ela enfrente esse tema. Humorista diverte, entretém, provoca, e a sociedade elabora um discurso.

iG: Em recente entrevista, Rodrigo Faro brincou que você quer ser ele e que até usa suas roupas. Ele é sua inspiração como apresentador?
Rafael Cortez: Criei um personagem na minha cabeça que é um apresentador ideal. Ele não tem nome, rosto, corpo. Tem um pouco de cada pessoa que admiro. Entre essas pessoas, tem o Faro. Não quero ser o Faro, não quero ficar igual ao Faro, mas ele tem elementos que acho muito bem-vindos para um trabalho de apresentador de TV. Acima de tudo, ele tem essa delicadeza, essa gentileza, esse falar com todo mundo como fala com um integrante da família dele. Uma vez eu fui na Record gravar uns offs do meu programa e me chamaram para gravar “O Melhor do Brasil”. Eu estava “zuado” e pedi uma roupa emprestada para o Faro. Mas foi só essa vez, não fico roubando as cuecas dele. Até porque ele é uns dois números mais magro do que eu, filho da mãe.

iG: E quem são os outros apresentadores que te inspiram?
Rafael Cortez: Gosto do humor do (Danilo) Gentili , do carisma da Chris Flores , realmente gosto do domínio de palco do Silvio Santos . Esse é mais delicado. Não posso copiar o Silvio porque estou em um programa de talentos e ele foi o ícone do “Show de Calouros”. Quando fui ganhar o Troféu Imprensa, fiquei impressionado com ele. Ao mesmo tempo em que está lendo a dália, Silvio está interagindo com os jurados, mexe com a plateia, ouve alguma coisa da produção e entrevista três pessoas ao mesmo tempo. Ele domina totalmente o palco.

Gosto do domínio de palco do Silvio Santos. Não posso copiar o Silvio porque estou em um programa de talentos e ele foi o ícone do ‘Show de Calouros’"

iG: Na faculdade, você apresentou um programa erótico, o “69 segundos”. Você gostaria de levar isso para um canal em rede nacional?
Rafael Cortez: Fazer um telejornal erótico? De jeito nenhum. Foi uma disciplina que tive na faculdade de Jornalismo da PUC (de São Paulo). Eu apresentava de calça jeans, sem camisa, o microfone era um tubo de (lubrificante) KY. Tiramos 10, foi divertidíssimo. E sabe o que é pior? Roubaram o vídeo. Eu só tenho uma coisa a dizer: “Põe no Youtube, que é demais”.

iG: O que tem de verdade nos comentários de que o Cássio Reis teria “roubado” a Fernanda Vasconcellos de você?
Rafael Cortez : O que eu posso dizer é que eu estive com ela sim. Ele também esteve. Mas meu caso com a Fê não deu certo e acho que com o Cássio deu. Não sei que momento eles estiveram (juntos) e eu estive (com ela), não quero ficar pensando nisso. A Fernanda é uma menina linda, gente boa, gracinha, ótima atriz. E está com o Cássio, mas não tem nenhum desafeto, gosto dele. Não houve uma sacanagem, como estão querendo colocar.

iG: Está solteiro?
Rafael Cortez: Tenho uma namorada há muitos anos, que se chama mão direita (risos). Estou solteiro, no mercado e feliz.

iG: Qual é o seu ideal de mulher?
Rafael Cortez : Sempre gostei das baixinhas, morenas, menos peito, mais bumbum, cabelos compridos. E se botar óculos de grau na cara... osto de mulher de óculos de grau, meio nerd. E nariguda também.

Agradecimentos : Comedians

Serviço:
Próximo show de Rafael Cortez
Sexta-feira (05/04), no Teatro Municipal de Sorocaba, 21h – Sorocaba (SP)
Informações: (15) 3238-2222

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