Ator levou o prêmio da APCA pelo personagem Nilo, de "Avenida Brasil", e falou sobre o vídeo com Rafinha Bastos, sua candidatura política e outras polêmicas

José de Abreu  recebeu o prêmio de Melhor Ator de Televisão de 2012 pela APCA, Associação Paulista de Críticos de Artes. Mas para ele, foi uma grata surpresa. "Foi um susto, porque eu não sabia que a APCA tinha um prêmio de melhor ator de televisão. Eu vim achando que fosse de coadjuvante. Quando vi que não havia isso, claro que a felicidade foi melhor, pois em "Avenida Brasil", o Nilo era um papel secundário", disse ele na noite dessa terça-feira (12), no Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros, em São Paulo. 

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O intérprete de Nilo falou ainda como foi subir ao palco com Adriana Esteves , que levou o troféu de Melhor Atriz de TV pela persongem de Carminha, também da novela de  João Emanuel Carneiro , que recebeu Grande Prêmio da Crítica de TV de 2012. "Não dá para comparar o meu papel com o papel da Adriana. Para mim, é uma honra imensa estar dividindo o prêmio de melhor ator com melhor atriz sendo a Adriana Esteves. Excelente atriz, grande colega e amiga", disse ele, que jura não sentir saudades do vilão. "Não tenho saudade do Nilo. Morreu, morreu. Outro dia tentei dar a risadinha dele, mas fica fora. Não dá mais, já era."

No palco, José se emociou ao dedicar o prêmio à mulher, Camila Paola Mosquella , que o acompanhou na noite. "Quero dedicar esse prêmio à mulher que aguentava eu chegar em casa fedido, com os dentes sujos, com aquela barba imensa e o cabelo cheio de areia. Camila Paola Mosquella. É nosso", declarou.

Simpático, o ator falou sobre sua possível candidatura ao cargo de deputado federal. Mas fez questão de deixar claro que, apesar do novo ofício, nunca abandonará a carreira artística. "Não, nem pensar. Eu morro. É a minha água, minha comida, meu sexo", comentou ele, que estará em cartaz com a peça "Bonifácio Bilhões", a partir de  5 de abril no Teatro Gazeta, em São Paulo. 

José de Abreu ainda falou sobre o vídeo que gravou com Rafinha Bastos, declaração sobre  bissexualidade e outras polêmicas. Confira: 

Vídeo polêmico com Rafinha Bastos

"Gravamos na minha casa. Ele me mandou uma DM (mensagem direta) pelo Twitter perguntando se eu já tinha lido o que tinham escrito (sobre ele) e eu tinha acabado de ler. Ele pergutou se eu topava gravar um negócio com ele. Eu topei. Ele disse que estava em São Paulo e iria pro Rio e eu disse para ele chegar ao meio-dia. Ele tocou a campanhia meio-dia e um. Estava com a câmera na mão e foi de primeira. Ele é ótimo e muito criativo. Eu não acompanhava muito ele e confundia eles no programa ('CQC'). Achava que ele fazia reportagens de rua, mas ele ficava na bancada. No começo, eles iam muito em festas da Globo. Botavam eles longe e eu ia lá conversar com eles."

Declarações sobre a bissexualidade no Twitter

"É uma coisa da imprensa brasileira. Deve ser porque a maioria das pessoas se interessem por coisas muito específicas, né? Mas agora na próxima (revista) "Trip", daqui uns 15 dias, vai sair uma matéria em que falo sobre tudo isso."

Candidatura na política

"Ainda não está nada decidido. Na última conversa que tive com o Lula, acertamos que tenho até outubro para decidir isso." 

Aborto

"Não sou a favor do aborto. Sou a favor da descriminilização do aborto. Acho que uma mulher que opta por abortar, a pena dela já é essa opção. Ela que tem que decidir isso. É uma decisão de foro íntimo. Não é um juiz, delegado, ou governante que tem que decidir. O que acontece no Brasil há 500 anos é que as pessoas que têm dinheiro vão a excelentes médicos que fazem abortos com toda a segurança e as que não têm dinheiro são obrigadas a fazer com agulhas de tricô, abortivos químicos terríveis. É uma hipocrisia terrível. A mulher de classe média sempre pôde fazer aborto no Brasil. Quem não pode é a mulher pobre."  

Drogas

"Sou a favor da descriminilização. Até o Fernando Henrique Cardoso , ex-presidente do Brasil, está pregando isso. Claro que a lei já teve avanço, mas não faz sentido as penitenciárias estarem cheias de jovens porque fumaram ou venderam um baseado. Estamos com um problema muito sério no Brasil com essas mulas, essas senhoras que são presas com cocaína tentando sair do Brasil e que pegam 30 anos de cadeia. Óbvio que tem que ser penalizado, mas estão enchendo as cadeias com pessoas que não são criminosas, com tendência criminosa. Tem que ter um outro tipo de penalidade. Cometeu um crime gravíssimo, sim. Mas tem que ser visto de uma outra maneira. Não estou defendendo isso. Ontem o  Luis Fernando Verissimo escreveu no (jornal) "Estadão" sobre o "Elefante na Sala", se referindo ao termo "elefante branco". Que o Brasil é o típico país que adora fingir que não tem um elefante na sala. O aborto é um negócio desse. A gente finge que é proibido. É proibido para quem não tem dinheiro. A maconha é proibida pra quem não tem dinheiro. Você não precisa mais comprar aqui no Brasil. Compra maconha em Amsterdã. O cara leva na sua casa e o risco é zero. 

A eleição do deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC-SP)

"O maior elefante na sala se chama pastor Marco Feliciano . Acabei de ler que vão manter ele. Como o Brasil tem essa coisa de manter o elefante na sala, acho que já acharam de manter uma maneira de isolar o Feliciano e o partido dele na Comissão. Faz uma comissão paralela, oficiosa, um número de deputados importantes e discute os problemas dos direitos humanos  importantes sem passar pela Comissão. Acho que é isso que está finalizando. Acho que não se pode deixar de continuar de insistir, ir para rua, mandar e-mail para que o Congresso crie vergonha e que isso não volte a acontecer."

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