Apresentador do “Got Talent” fala sobre a colega de trabalho e também sobre os novos desafios ao assumir um programa

“Estão gostando do meu novo programa? É tudo meu!”, brinca Rafael Cortez com os jornalistas acomodados em uma das frisas do Teatro Bradesco, em São Paulo. No local, acontecia o segundo dia das seletivas do “Got Talent”, novo reality show da Record, que tem estreia prevista para o final de março.

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Rafael está recém-chegado na emissora, após deixar o “CQC”, na Band. Mas não foi apenas o programa e o canal que deixou para trás. O humor, comum na atração em que ficou por cinco anos, também precisou ser abandonado para apresentar o reality show. “Estou engolindo muitas piadas. Os primeiros candidatos de ontem também foram meus primeiros candidatos, primeiros dos jurados, da produção. E me peguei não sacaneando ninguém. Essa regra de ‘não sacanear’ tenho seguido a risca, mesmo quando merece ser sacaneado”, afirmou Rafael, que diz pensar em piada em quase tudo o que vê. Quando não consegue se segurar, faz uma opção: “Eu sacaneio aquilo que eu posso, jamais o sonho da pessoa. Não vou sacanear se o cara cantou errado. Tem cara aqui que vem cantar música de inglês, que estudou com o Joel Santana. Certeza. Tem um inglês pavoroso. Eu não vou falar isso para o cara, vou sacanear outra coisa. ‘Meu amigo, o seu cabelo...’. Não sei. O sonho, não. Sou um cara bom. E solteiro”, dispara Rafael.

De repórter a apresentador

Em sua reta final no “CQC”, Rafael chegou a reclamar, nos bastidores, de alguns tipos de pauta que cobria. Hoje, sendo o apresentador de um programa, só tem a comemorar. “Estou bem realizado. Perto do que eu já vivi, isso aqui está muito bacana. Mas não significa necessariamente que eu estava infeliz. Acho que, por ter feito cinco anos do mesmo projeto, chegou uma hora que eu precisava me reinventar e me desafiar”, afirmou Rafael, que considera o reality um grande presente. “Porque me colocou na alçada de apresentador. Eu não queria mais ser repórter, acima de tudo porque, o tipo de repórter que eu tinha que ser, era algo que estava exigindo de mim uma constante reformulação do meu bom mocismo. E eu estava ficando coxinha já. Nos primeiros anos eu era rebelde, fui envelhecendo, fui ficando mais amoroso. E por que sempre tinha que ter uma coisa ácida? Isso estava me cansando um pouco”, contou o apresentador. Outro fato também que tem deixado Rafael mais feliz é o de não ter mais que se deslocar para pautas e nem descobrir que iria viajar para alguma outra cidade em cima da hora.

Novos e antigos parceiros de programa

Na época do “CQC”, Rafael Cortez fez piadas com muitas celebridades, inclusive com sua nova companheira de programa, Daniella Cicarelli. Ainda assim, ele garante que nãou houve nenhum constrangimento na hora de encontrá-la. “A Cicarelli foi a que mais sacaneei (no CQC). Mas a Cica é maluca, vocês não sabem quem ela é. Um dia ela invadiu o estúdio com um extintor de incêndios, ao vivo. Ela estava gravando no estúdio do lado e, de repente, ela entrou e ninguém entendeu nada. Ela é assim (risos). Não teria porque ela ter qualquer mágoa minha, ou eu dela”, contou Rafael, aos risos.

Assim como não houve nenhum constrangimento com Cicarelli, Rafael também garante que não ficou nenhum tipo de mágoa ou desavenças em relação aos antigos e novos “CQCs”. “Isso aí é o CQC, isso é um bullying, é a alma do negócio. Eles vão me sacanear para caramba, já estão em sacaneando. E pode ter certeza que serei algum daqueles personagens do ‘Proteste já’, qm que vai aparecer minha carinha no esgoto. Ou uma pessoa morta há muito tempo, vai aparecer minha lápide ‘aqui jaz a carreira de Rafael Cortez’. Vão me sacanear, eu sacaneio eles, e por aí vai”, afirma.

Pós-reality

Rafael Cortez promete não ficar marcado apenas como apresentador do “Got Talent”. Quando o reality chegar ao fim, ele e a emissora já devem estar bem encaminhados em relação à próxima produção. “Nós temos um segundo projeto alinhado com a Record, mas que ainda não posso falar, porque estamos estudando juntos. Mas, em contrato, tenho um segundo projeto. Não fui trazido para fazer só o Got Talent. Quero abraçar mesmo a causa do apresentador. Um apresentador que não é coxinha, tem personalidade, que não segue modelos, mas que pode muito bem se inspirar no que funciona”, explica Rafael, que ainda diz que não vá imitar nenhum de seus colegas de trabalho e nem apresentadores que admira. “Vim para dominar”, dispara.

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