Em entrevista exclusiva ao iG, a empresária e integrante do reality show "Mulheres Ricas", da Band, desconsiderou os comentários de Val Marchiori a seu respeito

Nada de champanhe, vestido de gala e conversa jogada fora de segunda a sexta em horário comercial. O cotidiano de Cozete Gomes é bem diferente do exibido no "Mulheres Ricas", reality show da Band. "Trabalho todos os dias. Faço a máquina girar", garante a empresária.

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Ela se considera um diferencial na segunda temporada do programa, por ter "conteúdo a oferecer". Em entrevista exclusiva ao iG , enumerou alguns aspectos de sua vida pessoal que repercutem entre as outras integrantes do programa, como o fato de ser solteira aos 40 anos e não ter filhos. Aproveitou o papo para rebater comentários feitos por Val Marchiori . "As críticas dela são muito deselegantes para uma mulher que se julga da sociedade, uma socialite".

Confira a conversa do iG com a mulher rica. Aliás, milionária. Ou melhor: quase bilionária.

iG: Como é o cotidiano de uma mulher milionária?
Cozete Gomes: Trabalho todos os dias. Estou no conselho de todas as empresas. Faço a máquina girar. Não fico brincando de tomar champanhe, mas isso faz parte do cotidiano, sim. Gosto de luxo, o supérfluo é uma delícia.

iG: Você sempre foi rica?
Cozete Gomes: Digo que sempre fui rica de educação e de força de vontade. Sempre tive disposição para o trabalho, sem obstáculos. Passei por cima de todos eles. Mas de dinheiro, não. Fui construindo, me privando das coisas, dos anseios da vaidade. Nunca fui aquela mulher que torrou tudo em roupa e sapato. Realmente investi em negócios e fiz crescer as empresas. Hoje estou desfrutando mais desses anseios. Tudo foi conquistado por mim, foi retorno dos meus cachês pessoais.

Sempre fui rica de educação e de força de vontade. De dinheiro não. Fui construindo, me privando das coisas. Nunca fui aquela mulher que torrou tudo em roupa e sapato.


iG: Tem algum desejo que sonha realizar e que o dinheiro não comprou?
Cozete Gomes:  Hoje tudo o que eu quero, graças a Deus e ao meu esforço, meu dinheiro compra. Amanhã eu não sei. Tô sempre vendo coisas novas, viajando. Pode ser que tenha, mas se tiver vou trabalhar muito pra concretizar.

iG: Você acha que todas as outras integrantes do "Mulheres Ricas" são milionárias?
Cozete Gomes: Acho que todas elas são milionárias. Quem tem um milhão, é milionário. É isso? Não sei medir isso direito, mas todas elas moram em mansões. Cada uma numa proporção diferente. Eu, no caso, tenho uma máquina que gira e não para. É uma engrenagem que construí e vai acumulando, crescendo e enriquecendo. Um pouco diferente das delas, talvez. 

Cozete Gomes: 'Ainda não sou bilionária, mas estou chegando'
André Giorgi
Cozete Gomes: 'Ainda não sou bilionária, mas estou chegando'


iG: Em 1990 você foi eleita Miss São Caetano. O que carrega dessa época?
Cozete Gomes: Tenho um porte de miss, me considero miss até hoje, porque acho que a postura, meu porte, meu estilo de corpo, são realmente de Miss.

Tenho um porte de Miss, me considero Miss até hoje, porque acho que a postura, meu porte, meu estilo de corpo, são realmente de Miss.

iG: Por que resolveu se inscrever no concurso?
Cozete Gomes: Minha mãe sempre foi minha grande incentivadora. Ela tinha os sonhos dela de TV, de artista, então me inscreveu no concurso. Eu ainda era uma adolescente, não ligava muito para essas coisas. Queria mais era brincar, me divertir, mas ela veio com a ficha de inscrição e, por causa do prêmio, que era uma moto, me encheu os olhos e eu quis ganhar a moto.

iG: E como o concurso de Miss mudou sua vida?
Cozete Gomes:  Foi a partir daí que entrei pra valer no mercado artístico, porque surgiram diversos convites para campanhas publicitárias, desfiles de alta costura... Depois disso houve uma sequência de estilistas e eu continuei com esses desfiles. Então resolvi montar uma agência por conta da demanda de meninas e moças querendo chegar lá, aprender os caminhos, de como se portar. Percebi que tinha muito para passar.

iG: E você pode dizer em quanto o seu patrimônio é estimado?
Cozete Gomes: Prefiro não dizer, para me proteger. Mas sou uma milionária. Ainda não sou bilionária, mas estou chegando lá (risos).

Prefiro não dizer de quanto é o meu patrimônio para me proteger. Mas sou uma milionária. Ainda não sou bilionária, mas estou chegando lá (risos).

iG: Quando aceitou integrar o programa ficou com medo de ser classificada como fútil?
Cozete Gomes:  O programa tem esse apelo de futilidade. Algumas pessoas olham pra gente já com essa imagem, mas acho que entrei pra fazer toda a diferença, pra trazer conteúdo, pra modificar um pouco a cara desse programa. Sempre tem algumas que agregam ao programa e a minha atuação, o meu conteúdo, fazem diferença, porque mostro uma história de batalha, de guerra, de construção. Julgo que tenho esse conteúdo a oferecer.

iG: No reality você recebe algumas críticas de outras participantes. Como é o seu relacionamento com Val Marchiori?
Cozete Gomes: Nós não temos nenhuma relação. Nós não nos conhecíamos antes, não sabia nem quem era a Val. Conheci a Val através do "Mulheres Ricas". Não é uma pessoa que encontro em eventos, ela não é do mesmo metiê que eu. Ela me conheceu nesse programa superficialmente e resolveu sair falando as opiniões dela em relação ao que ela acha, ao modo que ela me enxerga.

Cozete Gomes: 'Trabalho todos os dias, não fico brincando de tomar champanhe'
André Giorgi
Cozete Gomes: 'Trabalho todos os dias, não fico brincando de tomar champanhe'


iG: E como você reage com essas críticas?
Cozete Gomes:  Ela me conhece muito pouco e considero as críticas dela muito deselegantes para uma mulher que se julga da sociedade, uma socialite. Você não precisa crescer diminuindo o próximo. Eu acho isso ser muito fraco de espírito. Não compactuo dos mesmos valores e princípios. É uma pessoa que não seria minha amiga, com quem eu não conseguiria ter uma relação de amizade. Então ela dá as críticas dela. Eu continuo aqui na minha vida, crescendo, fazendo girar a minha máquina... Eu não preciso provar nada pra Val Marchiori, né, minha gente?

Val dá as críticas dela, eu continuo aqui na minha vida, crescendo, fazendo girar a minha máquina. Não preciso provar nada pra Val Marchiori, né, minha gente?.

iG: Outras integrantes, como a Aileen (Varejão), criticam o fato de você ser solteira e não ter filhos. Isso te incomoda?
Cozete Gomes: Acho que não é necessária uma pressão tão grande como essa para esse tema. Não vejo isso como algo fora do padrão. Para estar casada, primeiro precisa estar solteira. Já fui casada, sou separada e estou vivendo um momento de solteira. Logo logo não estou mais. Claro que quero um companheiro e tal, mas tudo tem o seu tempo. Então acho que, da forma que elas abordam, é um pouco rude.

iG: Mas você sonha em ter filhos?
Cozete Gomes:  Pretendo adotar uma criança nos próximos dois anos. Estou me estruturando para isso, independente de ter o meu filho ou não. Pretendo adotar. Tenho preferência por adotar um casal, podem ser gêmeos, dois irmãos. Sinto uma missão dentro de mim com relação a isso. Sinto que vou adotar antes de ter o meu. Doar a experiência, deixar um legado, é importante. Mas tudo no meu tempo. Até hoje não quis, tudo tem sua hora.

iG: No programa você resolveu dar uma força na carreira da Aileen. Mas você ajudou porque gostou dela ou porque viu uma oportunidade de ganhar dinheiro?
Cozete Gomes:  Sou muito de ajudar as pessoas, por natureza. Não sou uma pessoa que omite conhecimento, gosto de compartilhar. Quando ela chegou ao programa com o sonho de ser cantora, quis ajudar. Quem vai dizer se ela é boa, ou não, é o mercado. Não sou a empresária dela. Não estou investindo dinheiro nela. Se ela der certo, ótimo. Aí a gente pode conversar como empresária. Mas não é um objetivo meu, estou apenas dando uma força pra ela.

Cozete Gomes sobre título de Miss São Caetano, em 1990: 'Tenho um porte de miss, me considero miss até hoje'
André Giorgi
Cozete Gomes sobre título de Miss São Caetano, em 1990: 'Tenho um porte de miss, me considero miss até hoje'


iG: As gravações de "Mulheres Ricas" já acabaram. Você vai manter amizade com alguma delas?
Cozete Gomes:  Tenho muito carinho pela Mariana, gosto do jeitão dela. Tenho carinho pela Andrea, pela Aieleen, mas são mundos muito diferentes. Não daria para sermos amigas, porque uma tem 21 anos, não dá pra eu, uma mulher de 40 anos, manter uma amizade com uma mulher de 20. A Mariana é casada e mãe de dois filhos, outra pegada, são outros assuntos, outros passeios. Sou uma mulher solteira, independente. A Andrea é a mesma coisa, vive em função dos filhos. São poucas as atividades que podemos fazer juntas. A Narcisa é do Rio... Hoje dentro do meu perfil no programa, não tem como manter amizade. Mantenho coleguismo, ligo, mas só.

iG: Você é apaixonada por carros. Já tinha todos eles antes de entrar para o reality ou aumentou a coleção para mostrar o seu poder?
Cozete Gomes:  Tenho sete carros, já tinha antes. Gosto de carros, tenho um lado masculino que é esse lado dos negócios, da praticidade. Tenho isso muito equilibrado. Sou muito feminina, gosto de coisas delicadas, sou meiga. Tenho esse lado aflorado, mas tenho o lado masculino dos negócios, de ser prática, não me meto em fofocas, acho perda de tempo, ajo um pouco como homem. Gosto de sentar numa mesa com 10 homens e ficar conversando com eles... Acho que isso é o que faz a diferença entre mulheres, porque existem essas fofoquinhas, esses papinhos que eu realmente não curto muito.

Tenho o lado masculino dos negócios, de ser prática, não me meto em fofocas, acho perda de tempo. Ajo um pouco como homem. Gosto de sentar numa mesa com 10 homens e ficar conversando com eles.

iG: E você anda com seguranças?
Cozete Gomes: Tenho seguranças, mas eles ficam na empresa. Uso conforme a necessidade, não gosto de andar com gente perto de mim. Sei que preciso, mas não gosto muito porque você perde a privacidade. Eu mantenho eles aqui, mas se tem algum evento em que acho que preciso deles, os aciono para ficar comigo.

iG: Você é dona da casa de espetáculos Skyline. Tem alguma atração internacional que gostaria de trazer?
Cozete Gomes: Se eu pudesse fazer uma listinha, traria o Elton John. Esses shows são shows para um estádio, acima de 20 mil pessoas. Mas a gente está tentando implantar o conceito do mega show indoor. É um show para até cinco mil pessoas, em que você tem um ingresso bem mais caro, mas em contrapartida você tem conforto.

iG: Tem algum projeto artístico grandioso em vista?
Cozete Gomes:  Vou produzir espetáculos grandiosos para promover a Copa de 2014, voltados para a cultura e o folclore brasileiros. É uma produção artística, ainda não sabemos onde vamos apresentar. Tudo está em estudo.

Veja trecho da entrevista em vídeo:


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