Em entrevista ao iG, cantor fala sobre o bom momento em sua carreira, seu relacionamento com a Mulher Moranguinho e diz que é “o cara de suas músicas”


“Vodca ou água de coco?” A pergunta é o pontapé inicial de “Amor de Chocolate”, um dos maiores hits de Naldo Benny , destaque do funk atual. Mas será que para o cantor realmente tanto faz qualquer uma das bebidas, como descreve o trecho seguinte da música? Em entrevista ao iG , Naldo surpreende e diz que prefere bebida sem ácool: "Sou muito mais água de coco".  “É engraçado quando chego aos restaurantes e pergunto para o garçom: ‘Tem água de coco?’,  e ele fala: ‘ahhhhh’”, diverte-se o cantor, que garante levar uma vida saudável.

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Apaixonado por basquete e focado numa rotina de exercícios, Naldo prefere deixar a vodca ou o champanhe para brindes esporádicos, quando sai para curtir uma noite especial com os amigos. O cantor se revela bastante caseiro nas horas vagas - e são poucas. Afinal, desde que lançou o DVD “Naldo na Veia”, no final de 2011, o número de shows aumentou. E muito. Ele faz em média 35 apresentações por mês e já chegou a fazer 45. E não revela o cachê de cada um deles. “Não gosto nem de falar de números de shows. Isso gera um monte de coisa. Fico até preocupado, porque fica parecendo  ostentação”.

Independente da Gaiola das Popozudas, a característica era que a mulher do funk era aquilo: bundão, ficar lá na posição, dançando com a bunda para o alto"

Nas apresentações de Naldo, a presença de sua mulher, Ellen Cardoso , conhecida como Mulher Moranguinho, é quase garantida. Em recente entrevista para a RedeTV!, a funkeira contou que deixou de fazer seus próprios shows a pedido do marido. Atualmente, ela dedica-se apenas a eventos. Assim, pode aproveitar mais a companhia de Naldo nas viagens. E ele pde ficar mais tranquilo, já que se revela um marido ciumento. “Tenho muito zelo, muito cuidado, mas acho que é natural, a gente se ama, tem esse cuidado, e acaba tendo ciúme mesmo”, diz Naldo.

iG: O funk é uma das apostas musicais para 2013 e não só no Rio de Janeiro. Acha que isso se deve a você?
Naldo Benny: Acredito que sim. Peguei alguns erros no funk... por exemplo, nada contra quem tem dançarina, até porque tenho dançarina no meu show. A Valesca (Popozuda) é minha amiga, a gente se dá superbem. Mas, independente da Gaiola das Popozudas, a característica era que a mulher do funk era aquilo: bundão, ficar lá na posição, dançando com a bunda para o alto. Eu queria mostrar que, dentro do funk, existia uma musicalidade. Este foi o primeiro ano que meu trabalho fluiu, que o DVD foi pra rua, e aí o Brasil passou a conhecer. Até achava que estava demorando para isso acontecer. Consegui transcender os preconceitos, barreiras e paradigmas que existiam no funk.


iG: Quais foram as maiores dificuldades pra chegar até onde chegou?

Naldo Benny: Sempre fiz um som romântico. Hoje, com dança, um pouco mais sexy. E o funk sempre foi muito agressivo, existia uma onda mais pesada. A gente tinha ainda que lutar contra isso. Eu queria fazer funk, mas queria ter um violão, guitarra, bateria, teclado, e isso não era permitido, porque o funk não era assim. Daí a primeira oportunidade foi dada, fui tendo a ajuda de grandes nomes, de pessoas importantes do business da música. A coisa veio crescendo e eu me esforçando, me dedicando sem parar, ensaiando. Eu acreditava muito. Nunca pensei só no Rio ou só no Brasil, sempre pensei em algo maior. E aí, vou em busca.

iG: Como foi seguir com toda essa gana sem seu irmão? (Naldo formava com o irmão a dupla Naldo e Lula, assassinado em 2008)
Naldo Benny: Foi horrível porque eu não consegui falar ‘eu’, porque eu não conseguia falar três palavras sem citar ele. Era tudo muito unificado. Era irmão, parceiro de composição, parceiro de palco e até nas brigas. Agora não tem nem com quem brigar (risos). Foi meu irmão quem me levou pra música, profissionalmente falando. Sempre fui muito fascinado por música, desde molequinho. Mas nunca tive aquele estalo ‘vamos trabalhar com isso’. E o Lula me levou pra isso. Mas dentro da nossa realidade, Vila do Pinheiro, Complexo da Maré, favela, Rio de Janeiro.  Sempre escrevia no meio de um funk uma música romântica. E ele também nessa onda. Aí eu falava pra ele, cara a gente pode fazer música também. Tem a onda do funk, mas a gente pode fazer música. Não sou só funkeiro, sou músico.


Eu acreditava muito. Nunca pensei só no Rio ou só no Brasil, sempre pensei em algo maior. E aí, vou em busca"


iG: Você já comentou e muito já se falou sobre sua semelhança com Chris Brown (rapper americano). Ele é sua principal referência? 
Naldo Benny: Ele é uma delas, tenho uma grande admiração por ele. Mas gosto muito de Boys II Man, Stevie Wonder , para mim é o grande nome, Whitney Houston . Chorei quando ela faleceu. Sempre a admirei muito. Hoje tem outros grandes nomes, Fat Joe é um cara da gringa que eu gosto, Jay Z, Drake , Don Taiga , Kanye West . E aqui no Brasil, Lulu Santos , Paralamas de Sucesso, tenho uma profunda admiração pela Marisa Monte , tudo muito musical.

iG: As pessoas associam o Chris Brown com a violência doméstica depois da surra que ele deu na Rihanna (em 2009). Não tem receio e fazerem esse tipo de ligação também com você?
Naldo Benny: Não me acho tão parecido, mas acham que tem uma semelhança física entre a gente. E acho que por conta de coreografias, do estilo, de roupa, de coisas que gosto, porque gosto muito da onda dele. Uso como referência o hip hop e a black music para me vestir, fazer o show, montar minha performance. Então, as pessoas fazem essa comparação também. Acho que, infelizmente, ele teve essa atitude (com Rihanna), mas gosto muito mais de ser comparado com o talento dele. Acho ele um cara muito talentoso.

Era tudo muito unificado. (Lula) era irmão, parceiro de composição, parceiro de palco, até nas brigas. Agora não tem nem com quem brigar”

iG: O Fat Joe já gravou com você e o Chris Brown. Ele já fez uma outra ponte entre vocês, já chegou a conhecê-lo?
Naldo Benny : Eu conheci o Cris Brown aqui, lá no Citibank Hall  do Rio. Foi muito rápido. Só falei “Hi, nice to meet you” e beleza. Só. Um ano depois, eu estava no mesmo lugar, gravando meu DVD. Isso foi muito maneiro para mim. Vi ele no palco, lembrei de tudo aquilo. Inclusive, usei o mesmo tênis que ele usou no show. O mesmo tênis que uso no começo do meu DVD é o que ele estava. Sou fascinado por tênis. Tenho uma coleção com mais de... que prefiro não falar...

iG: Poxa, gostaria que falasse...
Naldo Benny: (risos) Quase mil. Acho que quase mil bonés também.

iG: A escolha do tênis para a gravação foi proposital, né?
Naldo Benny: Proposital, quis usar o mesmo que o dele. E agora o Fat Joe acabou de gravar uma música com o Cris Brown. Quando ele estava aqui no Brasil,  perguntei como foi gravar com Chris Brown”. Ele falou: “incrível”. Meus amigos falaram que eu era muito fã do Chris Brown e ele disse: “deixa comigo”. Vou (para os Estados Unidos) em fevereiro e ele vai apresentar e tal. Agora a gente tem essa possibilidade de estar próximo, se conhecer, trocar uma ideia. Lá estou a fim de dar uma zuada mesmo, conhecer algumas coisas, passear um pouco.

iG: Tem planos de carreira internacional?
Naldo Benny: Já me deram a notícia de que terei três dias de trabalho lá. Era férias, mas terei três dias de trabalho (risos).

iG: O assédio das fãs é muito grande nos shows. Como lida com isso?
Naldo Benny: Acho muito bom. Já fui muito mais antecioso, mas começaram a puxar minha orelha porque eu saia por baixo dos braços dos seguranças para atender duas mil mulheres gritando. Daí começaram a rasgar camisa, roupa, arrancar brinco e não pude mais fazer. Mas acho muito legal. Acho que o carinho das fãs é o que faz o trabalho ser ainda mais prazeroso. É legal ver o sorriso de uma fã, a alegria delas em me ver no palco.

iG: A Ellen não fica com ciúme dessa proximidade toda?
Naldo Benny: Olha... eu acho que fica, mas ela diz que não (risos). Ela é muito relax com isso, mas acho que fica porque é complicado. Você tem amor pela pessoa, sentimento, e aí... Meu Instagram é ‘lindo, lindo, lindo’. Ontem mesmo ela falou isso. ‘Mais de um milhão de lindo????’ (risos). Acho que acaba dando um pouco de ciúme sim.

Acho que, infelizmente, Chris Brown teve essa atitude (com Rihanna), mas gosto muito mais de ser comparado com o talento dele. Acho ele um cara muito talentoso”

iG: Mas então, você é o mais ciumento da relação?
Naldo Benny: Sou, acho que demonstro mais e ela sabe se controlar mais. Ela também é, mas ela sabe segurar mais a onda. Eu já falo mesmo. Mas acho que é normal, é natural. Não é uma coisa doentia e tal. Tenho muito zelo, muito cuidado, mas acho que é natural, a gente se ama, tem esse cuidado, e acaba tendo ciúme mesmo.

iG: Você é o cara das suas músicas?
Naldo Benny : Sou (risos), sou sim. Em algumas situações até... umas fiz, outras imaginei. Tem muita coisa de composição mesmo, tenho essa característica de fazer uma música mais sensual. Então, a letra sempre vem assim. No próximo repertório terá uma série de músicas dessa mesma forma. Sendo picante, mais sexy. Nunca vulgar, mas sempre com essa coisa que faz a mulher e o homem pararem na letra e viajar.

iG: Mas além dessa levada mais picante, suas letras mostram um cara apaixonado, fiel, romântico...
Naldo Benny: Não tenho nem tempo pra pensar em outra coisa a não ser meu trabalho e depois na minha família, minha mulher, meu filho. Ainda tem que arrumar tempo para malhar, agora para estudar espanhol, pensar em carreira, em novo projeto, é muito corrido. Acho tudo muito profissional para mim. Levo muito a sério.


Confira alguns dos principais shows de Naldo pelo Brasil com a turnê “Naldo na Veia”:

12/01: Rio de Janeiro (Citibank Hall)
26/01: Belo Horizonte (Chevrolet BH)
02/02: São Paulo (Credicard Hall)

Agradecimento:
Loja Cartel 011 - Restaurante Feed Food 
Rua Artur de Azevedo, 517 - São Paulo - SP



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