Ator lança livro em São Paulo e fala sobre alguns dos temas abordados na publicação

Na tarde desta terça-feira (11), Reynaldo Gianecchini esteve na Livraria Cultura, em São Paulo, para o lançamento do livro “Giane”, escrito por Guilherme Fiuza . Logo que chegou, o ator atendeu a imprensa e falou sobre alguns dos diversos temas que o livro aborda: sua relação com a impressa, a luta contra o câncer e os boatos de homossexualidade. “Sempre brinco que se eu fizesse 10% de tudo o que falam, minha vida seria bem divertida e bem engraçada”, afirmou o ator.

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Guilherme Fuiza também participou do bate papo. Depois de atender a imprensa, Reynaldo Gianecchini fez questão de atender a todos os fãs que adquiriram um exemplar do livro. A fila para conseguir um autógrafo do ator no livro era tão grande que chegava a sair da livraria.

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Confira trechos da conversa com Reynaldo Gianecchini:

Relação com a imprensa

“Nunca tive uma relação ruim com a imprensa, mas confesso que às vezes eu achava que passava do ponto. Uma vez eu fui até eleito como o cara mais sacaneado pela própria imprensa. De uma certa forma, sempre tive uma relação muito boa. Quando saía alguma coisa sobre mim que não era verdade, eu ignorava e sumia por si só. Aí problema de quem publicou errado. No meu tratamento eu tive muito amor da imprensa e já agradeci muitas vezes por isso. Acho que foram muito atenciosos e deram uma cobertura me respeitando, me deram espaço para falar quando eu precisava e só tenho a agradecer”.

Emoção durante a produção do livro

“Eram lembranças que tinham sumido e que reapareciam na minha memória e, de repente, pipocava cheiros... Foi muito bom relembrar a infância. Foram vários momentos gostosos de lembrar. Não tem um específico. Quando eu li, me emocionei muito com o capítulo de minha separação. O Fiuza retratou lindamente e com uma poesia tão grande a história de duas pessoas que se amavam e resolveram que o casamento não dava mais certo. Foi uma beleza! Quando li isso, me emocionei muito”.

Reynaldo Gianecchini lança livro em São Paulo
Claudio Augusto/Foto Rio News
Reynaldo Gianecchini lança livro em São Paulo

Boatos de homossexualidade

“Nunca falei nada. A imprensa falava coisas de mim, milhões de coisas que inventaram, então não tem como contar minha história sem falar disso. A gente não entra em nenhum pormenor nessa história, afinal ela causa várias ramificações que não interessam e não nos interessa alimentar a indústria da fofoquinhas. Sempre brinco que se eu fizesse 10% de tudo o que falam, minha vida seria bem divertida e bem engraçada. (Os boatos) me incomodavam, mas aprendi a lidar porque senão não tem como você sobreviver. A verdade vai falando por si só e o boato morre na praia. Minha postura nunca foi ficar desmentindo as coisas, ir para a imprensa e ficar falando sobre essas coisas.”

Equilíbrio após o linfoma

“A vida é uma troca. Muita gente veio tentar me ajudar de alguma forma, veio falar de religião, de medicinas alternativas. Procurei ouvir, absorver e a força interna eu tive de parar com tudo e buscar essa força. Precisei buscar dentro de mim essa conexão, mas eu não dispensei o resto das coisas. Eu precisei ficar quietinho e buscar o meu contato.”

Livro

“Nunca tinha pensado em escrever um livro e, quando acabou meu tratamento, recebi uns convites de gente falando que eu tinha de escrever minha história e me parecia muito louco e improvável. Eu não tinha a menor vontade. Eu aceitei pelo Guilherme, que me chamou, mas até ele entrou no projeto super truncado. Ele era a ponte e não para escrever! Eu havia entendido que era ele e pensei ‘se for, eu posso até pensar’. A gente entrou numa sintonia. Eu conhecia o trabalho dele, achava muito especial. Quando nos juntamos tivemos certeza que tinha um projeto bacana.”

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