Atriz está no Brasil e fala sobre beleza, a fama que diminuiu e revela como mantém a libido aos 74 anos

Dar risada é o segredo para uma vida longa. Este é o mantra que Jane Fonda adotou para chegar aos 74 anos com seu porte elegante e longilíneo. Em sua segunda visita ao Brasil - a primeira vez foi em 1988 -, a atriz americana participou do 7º Fórum da Longevidade Bradesco Seguros, nesta terça-feira (27), no Hotel Transamérica, em São Paulo, onde concedeu uma entrevista coletiva.

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Dona de um estilo próprio, Jane contou que vive uma fase plena. “A minha experiência depois dos 50 é que se vive melhor, menos estressado, com mais sabedoria e menos preocupações. Estou mais feliz do que jamais estive na vida”, comenta ela, que acabou de lançar o livro “Jane Fonda - O Melhor Momento”. Na obra, que chega às prateleiras neste mês, ela revela fragmentos de seu mundo particular e manda um recado aos jovens: “Envelhecer não é tão assustador”. Por outro lado, confessa que trabalhar na “chamada terceira idade” tem suas limitações. “As pessoas tendem a achar que filmes com pessoas mais velhas não trazem tanto dinheiro.”

Jane Fonda
Manuela Scarpa/Foto Rio News
Jane Fonda

 No início da carreira, nos anos 1960, no entanto, a história era diferente. Jane atingiu o panteão do showbiz em filmes como “Barbarella” (1968) com sua beleza de tirar o fôlego.

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“Nunca me identifiquei como sex symbol”, diz, mais antidiva impossível. Mas reconhece sua fama estrondosa e admite que com o passar dos anos as pessoas começaram a tratá-la de maneira diferente. “Antes eu tinha um trailer enorme só para mim e, hoje em dia, tenho que dividir os trailers com outros atores”, conta ela. E continua: “Não sou mais tão importante”.

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Para Jane, beleza é um forte combustível para quem é determinado e dá sua maior dica para se manter bonita: "Mantenha-se curiosa pela vida. Se não há curiosidade ou luz nos seus olhos também não haverá beleza. Se você não sorri com os olhos, sua beleza de nada valerá. Mais importante do que ter beleza é ter atitude e aprender a perdoar. Perdoar a você mesma, sempre, e perdoar os outros também".

Quando perguntada sobre o que enxerga quando se vê no espelho, ela dispara: "Depende da luz, eu olho e me vejo muito feliz, mas vejo que tenho 70 anos. Aí penso: e daí?".

Quanto a cirurgias plásticas, admite já ter feito no pescoço e também tirado as bolsas abaixo dos olhos, mas se recusa a "injetar aquelas coisas na boca ou no rosto". “A única coisa que pedi para o meu médico foi para não tirar as minhas rugas.” Ela explica: desde 2009, Jane namora o produtor musical Richard Perry , 70 anos, e não quer que ele ache que seu corpo não combine com o rosto. E não se intimida ao falar sobre o namoro aos 74 anos. “Uso testosterona em gel, esfrego nas coxas. Uma mulher que está em um relacionamento precisa manter a libido”, diz ela. Por fim, Jane Fonda arremata a conversa criticando as plásticas e intervenções estéticas das brasileiras: “As mulheres daqui exageram demais”.

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