Para atriz, sua personagem na nova novela das 21h - vítima do tráfico de pessoas - tem uma história ainda mais difícil do que a de Camila, de “Laços de Família”

É impossível pensar em Carolina Dieckmann e não lembrar da personagem Camila, de “Laços de Família”. O drama da jovem comoveu o país e quase todo mundo recorda a cena da atriz tendo os cabelos raspados. Doze anos depois, Carolina volta às telas em “Salve Jorge”, próxima novela das 21h, em um papel, segundo ela, ainda mais dramático.

Na trama de Glória Perez, que sucederá “ Avenida Brasil ”, a atriz vai interpretar Jéssica, uma vítima do tráfico internacional de pessoas. Sonhadora e batalhadora, a jovem busca comprar a casa própria e acaba iludida pela máfia conduzida por Lívia, personagem de Claudia Raia . Jéssica viaja para o exterior na esperança de trabalhar em uma pizzaria e encontra uma realidade bem diferente.

Carolina Dieckmann na coletiva de
AgNews
Carolina Dieckmann na coletiva de "Salve Jorge"

“Esse papel é mais dramático que a Camila. Bem mais. A Camila, sem ninguém ter culpa, teve uma doença e sobreviveu. A história dela teve um final feliz. Já a Jéssica viaja atrás de um sonho e, ao chegar lá, é presa e fica privada de qualquer coisa”, contou a atriz na coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (2) para apresentar “Salve Jorge”. “Saio esgotada das gravações. Tenho que segurar a emoção às vezes para não chorar no meio de uma cena”, completou.

Segundo Carolina, a previsão é de que sua personagem morra por volta do capítulo 20. Jéssica vai servir para apresentar ao telespectador o núcleo do tráfico de pessoas. A protagonista Morena, vivida por Nanda Costa , logo depois também será vítima da máfia.

“Como é um universo muito denso, ele não entra no capítulo inteiro. Todo dia entra um pouco. É difícil para quem vê em casa porque são cenas fortes e pesadas. A Glória tem total razão por estar fazendo de maneira tão tranquila. As pessoas vão ter as fichas caindo aos poucos”, avaliou.

Para interpretar Jéssica, a atriz conheceu meninas que foram traficadas e conseguiram voltar e também conversou com famílias de pessoas que não conseguiram voltar, que morreram tentando. “Elas ficam trancadas em cativeiros e são obrigadas a ligar para suas famílias para dizer que está tudo bem, com uma arma na cabeça. Conheci a mãe de uma menina que recebeu a notícia de que a filha tinha morrido e ela não pôde nem ver o corpo porque sumiram com ele”, relatou.

E a atriz pretende deixar o filho adolescente David, de 13 anos, assistir a mãe em cena num papel tão denso? Ela garante que não vai proibir. “Costumo fazer esse papel de maneira cautelosa. Não proíbo, mas digo o que deve e o que não deve assistir. Tudo o que ele quer ver, ele pode. Mas, de qualquer forma, o David não é tão ligado em novela. Ele gosta mesmo é de esporte. É um flamenguista fanático”, contou, rindo.

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Veja galeria de fotos da coletiva de imprensa de "Salve Jorge"

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