Ator fez coletiva de imprensa da peça “O Expresso do Pôr do Sol”, que ele estreia como diretor e produtor, e falou que não se sente pressionado para este trabalho

Fabio Assunção realizou uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira (24) para falar sobre o espetáculo “O Expresso do Pôr do Sol”, com o qual ele faz sua estreia como diretor e produtor teatral. O evento aconteceu no Teatro Tucarena, em São Paulo – onde a peça ficará em cartaz de 2 de setembro a 30 de novembro – e contou com a participação de parte da equipe do projeto e dos atores protagonistas Cacá Amaral e Guilherme Sant´Anna .

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“Esse projeto começou há um ano. Nelson Amorim, responsável pela tradução do texto - adaptado de ‘The Sunset Limited’, escrito pelo norte-americano Cormac McCarthy -, me trouxe o material e eu tinha acabado de abrir a FASS Produções, tinha a necessidade de movimentá-la. Escolhemos este texto por causa do embate que tinha entre a vida e a morte. Tentei trazer essa discussão para um universo onde fizesse parte de todas as nossas escolhas. Um embate entre o que vive e o que morre é uma escolha que tem a ver com sua liberdade e é o que transforma o ser e o faz movimentar-se”, explicou Fabio.

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Fabio Assunção entre os atores Cacá Amaral e Guilherme Sant´Anna
Manuela Scarpa/Foto Rio News
Fabio Assunção entre os atores Cacá Amaral e Guilherme Sant´Anna

“Dirigir Nunca Foi Uma Vaidade”

Fabio Assunção contou que a vontade de dirigir um espetáculo sempre existiu, mas que só agora a oportunidade certa apareceu. “Foi um momento em que as coisas se encaixaram para isso. Claro que tem os desafios de uma direção, mas eu sempre trabalhei como ator muito a favor dos diretores. Tenho muita visão do trabalho de um diretor, mesmo estando dentro de cena”, disse.

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Além do mais, a participação de Fabio no seriado “Tapas e Beijos” permitiu que o ator tivesse mais tempo para se dedicar a outros afazeres. “Com novela não dá para produzir, são muitos dias de gravação. Agora tenho pelo menos três dias por semana em São Paulo, cidade onde eu moro e posso produzir e planejar coisas. Dirigir não é uma vaidade para mim. Acho que se eu fosse para o cinema, não teria essa participação no processo de todo mundo. Possa ser que um dia eu dirija um filme, mas vou ter que lidar com outro esquema. O caminho natural para mim foi primeiro o teatro”, comentou.

Sem Pressão

Durante a coletiva, Fabio Assunção foi questionado se o fato de ser um ator já consagrado e famoso ajudará a chamar o público a ir assistir à peça. “Teoricamente, sim. Eu não sei. Espero que sim. Mas toda a nossa equipe tem um potencial de chamar público”, afirmou, modestamente. O ator Cacá Amaral acredita que a direção de Fabio pode sim ser um ponto positivo para atrair espectadores. “Isso acontece. O Fabio é uma celebridade, com certeza as pessoas ficarão curiosas para ver a direção dele. Eu acho ótimo, porque elas vão ficar muito felizes. E para a gente é ótimo também, quanto mais gente, melhor”, opinou.

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Fabio ainda falou que não se sente pressionado por este primeiro trabalho fora dos palcos. “Sinceramente, estou me sentindo com zero de pressão. Estamos fazendo um trabalho que a gente acredita e gosta. Temos um teatro e um patrocinador que nos deram liberdade para fazer o que quiséssemos, e isso é raro. A gente não precisa acertar para ninguém, agradar ninguém no sentido de ter que fazer de certa maneira. O público vai vir para o teatro para ver um trabalho honesto. Queremos oferecer o melhor, porque somos assim. Mas se for um desastre a gente está feliz, porque o processo foi um 'tesão'”, encerrou.

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