Em entrevista ao iG Gente, ela disse estar feliz focada na família e trabalhando com o marido, Vitor Belfort, e que até explicou ao filho mais velho que já foi uma sex symbol

Quem se lembra de Joana Prado na época em que interpretava a personagem Feiticeira, no extinto “Programa H”, apresentado por Luciano Huck na Band no final dos anos 1990, ou até em sua participação na “Casa dos Artistas”, em 2002, pode não reconhecê-la atualmente. Além de exibir formas mais suaves, diferentemente do corpo musculoso que tinha na época de seu auge na TV, e roupas mais comportadas, Joana está mais serena e não faz questão de aparecer na mídia.

“Não sinto falta da fama e acho até engraçado quando vocês vêm me entrevistar porque quem é a estrela é o Vitor, eu sou só ‘bastidores’”, comentou ela em conversa com o  iG Gente durante o lançamento do livro do marido, Vitor Belfort , intitulado “Lições de Garra, Fé e Sucesso”, na noite desta segunda-feira (16), em São Paulo.

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Trabalhando como empresária do lutador e dedicando-se totalmente à família, depois de se converter ao cristianismo, Joana diz se arrepender da época em que era considerada símbolo sexual e não toparia viver tudo novamente. “Expliquei para meu filho que era uma fase da vida que eu não era casada, não tinha Jesus, não tinha meus filhos. Se eu faria de novo? Não”, decreta. Veja abaixo o bate-papo completo:

iG: Como foi ter que deixar seus filhos - Kyara, de 2 anos, Vitória, de 4, e Davi, de 7 - em sua casa no Rio de Janeiro para vir acompanhar o Vitor no lançamento de seu livro?
Joana Prado: Eu fico com muita saudades, mas falo que é uma saudade com alívio, porque ao mesmo tempo em que dá saudade, acho que é importante ter esses momentos com o Vitor, a gente tem que deixar de ser pai e mãe para ser marido e esposa. Acho que isso é importante. A gente demorou quase seis anos para aprender isso, mas hoje consigo deixar eles e não ter peso na consciência, consigo administrar bem.

Joana Prado:
Manuela Scarpa/Photo Rio News
Joana Prado: "O que eu não gosto e me incomoda é se alguém põe foto da "Playboy" e fica me mostrando. Isso me incomoda. Agora falar de Feiticeira não"

iG: Atualmente você está totalmente voltada para seu marido e filhos. Você já disse em uma entrevista que não sente falta da fama, mas e de trabalhar na televisão ou em outra coisa que não seja em família?
Joana Prado: Realmente, não sinto falta da fama e acho até engraçado quando vocês vêm me entrevistar porque quem é a estrela é o Vitor, eu sou só 'bastidores' (risos). Trabalhar na TV nunca foi meu sonho, na verdade, aconteceu. Eu era uma menina que fazia faculdade e, de repente, me vi trabalhando na TV, sendo símbolo sexual. Trabalhar eu já estou trabalhando, com o Vitor e com outros lutadores. E trabalho também na função de dona de casa, com meus filhos, que é uma função tão árdua, não reconhecida, mas é muito recompensadora. Eu estou satisfeita e feliz. Acho que cada fase é uma fase. Vivi tudo intensamente. Agora estou vivendo intensamente esse momento.

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iG: Você tem algum arrependimento do passado, da época em que trabalhou como Feiticeira?
Joana Prado: Já conversei com meu filho mais velho. Falei “Davi, mamãe fez um personagem, que vestia um biquíni e realizava os desejos dos homens". Ele “como assim?”. Mostrei foto para ele e expliquei. E ele ficou orgulho e falou "poxa, que legal, mãe". Eu expliquei para ele que era uma fase da vida que eu não era casada, não tinha Jesus, não tinha meus filhos. E eu vivi aquela fase, foi bacana naquele momento. Hoje em dia se eu faria de novo? Não faria, porque eu estou em outra fase.

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iG: Mas, então, você não faria porque se arrepende?
Joana Prado: Depende, se o arrependimento for não voltar a fazer algo que fazia no passado, se for por esse lado, me arrependo. Mas também colhi muitos frutos bacanas. Era outra história, outra mentalidade. É meio polêmica essa coisa de arrependimento. Mas valeu a fase, foi bacana. O que eu não gosto e me incomoda é se alguém põe foto da "Playboy" e fica me mostrando. Isso me incomoda. Agora falar de Feiticeira não.

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iG: Você sente vergonha de ter posado nua?
Joana Prado: Não, fazia uma personagem que era um símbolo sexual, só se eu fosse muito burra para não posar para a "Playboy". Comprei um monte de coisas com o dinheiro do ensaio, o apartamento da minha mãe, minha cobertura, carro. Mas foi momento, fase. Passou e acabou. E a revista é recorde de vendas até hoje, só porque eu não quero (risos).

iG: Quando te vemos, temos uma impressão de você estar mais serena do que quando era mais jovem. O fato de você ter se tornado cristã foi importante nessa atual fase de sua vida?
Joana Prado: Religião é importante em todas as fases. Quando conheci o Vitor falava que eu era uma mulher do século 21, independente, que pagava as contas e que não sabia fritar ovo e nem queria aprender. Quando a gente começou a ter um relacionamento com Deus foi um processo na minha vida. Vi que eu era uma mulher que podia trabalhar, mas que também podia ter sua função de mulher, de cuidar do marido, dos filhos, fazer uma comidinha gostosa para eles, fazer com que minha casa não seja só uma casa, mas sim um lar.

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