Nancy Andrighi, do Tribunal de Justiça do Rio, disse que se o nome da apresentadora não pudesse ser associado à pedofilia, sua denúncia não seria difundida

Xuxa sobre abuso sexual: “Parou aos 13 anos, quando eu consegui fugir”
Reprodução / TV Globo
Xuxa sobre abuso sexual: “Parou aos 13 anos, quando eu consegui fugir”

A decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro na última quarta-feira (27), que derrubou a multa diária de R$ 20 mil imposta ao Google teve como uma das bases a entrevista da própria Xuxa ao Fantástico, em que a apresentadora fala sobre o abuso sexual sofrido na infância

Xuxa briga na Justiça para que o site seja impedido de disponibilizar aos seus usuários links de resultados de buscas relativas aos termos “Xuxa pedófila”.

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A Ministra Nancy Andrighi disse em seu voto "ser descabida a imposição aos provedores de pesquisa de qualquer restrição nos resultados realizados por seus sistemas, sob pena de afronta ao direito constitucional de informação”.

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De acorodo com a assessoria de imprensa do escritório Dantas, Lee, Brock & Camargo Advogados, que defende o Google, a Ministra ainda alegou que a dissociação dos termos "Xuxa" e "pedofilia" “impediria os usuários de localizarem reportagens, notícias, denúncias e uma infinidade de outras informações sobre o tema, muitas delas de interesse público. A vedação restringiria, inclusive, a difusão de entrevista concedida recentemente pela própria recorrida”.

Maurício Lopes , advogado de Xuxa diz que a briga "está apenas começando" e vai agora recorrer ao STJ, o Superior Tribunal de Justiça. Procurada, a assessoria de Xuxa disse que a apresentadora "não comenta notas jurídicas".

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