No longa “Paraísos Artificiais", a atriz interpreta uma DJ que fica nua em cena, faz sexo a três e usa drogas

Nathalia Dill e o namorado, Caio Sóh, conferem pré-estreia do filme
Celso Akin/AgNews
Nathalia Dill e o namorado, Caio Sóh, conferem pré-estreia do filme "Paraísos Artificiais", de Marcos Prado. Ela é Érika, uma DJ de música eletrônica

Ao contrário dos personagens que o grande público está acostumado a ver, Nathalia Dill usa drogas, dá beijos de tirar o fôlego em outra mulher e aparece nua em cenas de sexo em “Paraísos Artificiais”, de Marcos Prado . O filme teve pré-estreia na noite dessa sexta-feira, (20), no Vivo Open Air, no Jockey Club de São Paulo. “O mais difícil é ver isso tudo”, disse a atriz, aos risos, durante ao evento, quando questionada sobre em qual das três cenas foi mais complicado atuar.

Na pele de Erika, uma DJ de música eletrônica, Nathalia aprendeu a gostar do estilo musical, que até então não apreciava. “Não entendia nada, achava que era tudo igual e não é. “Aprendi” a tocar e é difícil pra cara***. Rompi com o preconceito”, falou ela.

Acompanhada do namorado, o ator e compositor Caio Sóh , Nathalia contou que ele “adorou o filme, achou o máximo”, e que considerou lindas as tomadas, mesmo nas cenas mais íntimas. “Ele está tranquilo e bem”, disse ela.

Na televisão, Nathália está vivendo um momento de transição com sua personagem em “Avenida Brasil”. Namorada de um jogador de futebol, que na trama foge do estereótipo mulherengo, mesmo assim Débora acaba sendo traída por Jorginho ( Cauã Reymond ). Questionada sobre se já foi traída na vida real, ela negou. “Acho que não”, respondeu ela, mesma resposta que deu sobre ter sido a traidora.

Nathália também amenizou o acidente que sua personagem sofre ao cair da corda onde praticava acrobacias. “É mais um susto do que uma coisa séria”, disse.

Confira a entrevista para o Ig Gente.

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iG: Você é uma DJ em “Paraísos Artificiais”. Como se preparou para o papel?
Nathalia Dill: Foi muito legal porque a preparação foi com a Fátima Toledo (preparadora de elenco). Não não fui a nenhuma rave, não tive tempo porque tinha acabado de sair de uma novela (“Cordel Encantado”, em 2011) e emendei com o filme. Aprendi a técnica com um DJ, mas é difícil pra cara***. Ele me contou a trajetória da música eletrônica e foi uma coisa mais intelectual. Cada um tem a sua forma de se descobrir, nas preparações a gente colocava música e era mais efetivo do que ir para uma raves. Eu, que não gostava do som, passei a gostar depois do filme.

Nathalia Dill na pré-estreia em São Paulo
Celso Akin/AgNews
Nathalia Dill na pré-estreia em São Paulo
iG: O que foi mais difícil fazer no filme: a piração das drogas, ficar nua, as cenas de sexo, ou beijar outra mulher?
Nathalia Dill: O mais difícil é ver isso tudo. O filme todo é muito forte, ele tem o universo que não é leve. Foi maravilhoso e uma experiência de vida única. Mas o filme não se resume a isso, tudo está dentro de um conjunto, tem um porque, um sentido.  Na verdade, outros momentos foram mais difíceis de fazer, precisaram de mais entrega do que esses.

iG: Foi a primeira vez que beijou uma mulher na ficção?
Nathalia Dill: Não. Já beijei outra mulher em uma peça que fiz. Beijar um cara não é como beijar outro cara, então obviamente beijar um cara também não é igual a beijar uma mulher. Cada pessoa é uma pessoa e cada história é uma história. Essas cenas talvez nem foram as que mais me preocuparam, nem para as que mais me preparei.

iG: E quais foram?
Nathalia Dill:
A cena do peiote, uma planta alucinógena. Acho que foi muito mais intensa e que não tem nada de sexo, beijo...

iG: E como foi fazer as cenas de nudez e de sexo?
Nathalia Dill:
Na cena da barraca (em que ela faz sexo a três), a equipe técnica saiu e ficaram só o fotógrafo e o diretor. Estava todo mundo tão dentro, numa sintonia, que a questão nem era exigir que saíssem as pessoas, a questão era como a coisa iria funcionar. Se na hora de fazer alguma cena tiver alguma questão para resolver, vai por água abaixo. Tem de se entregar para todas e depois ver o resultado.

iG: Depois de tirar a roupa para um trabalho no cinema você está mais preparada para a nudez em uma revista masculina?
Nathalia Dill: Não estou preparada e acho que não toparia. Eu ainda vejo uma diferença do nu artístico para uma revista masculina. Cada nu tem um sentido, nenhum é igual.

i G: Quais são as lembranças mais divertidas das filmagens em Amsterdã?
Nathalia Dill: Várias, mas trabalhamos muito. Uma vez paramos no meio das filmagens para fazer massagens nos pés antes de voltar a gravar. Foi a melhor massagem porque estávamos congelando naquela neve.

Nathalia Dill e Caio Soh antes de começar o filme,
Celso Akin/AgNews
Nathalia Dill e Caio Soh antes de começar o filme, "Paraísos Artificiais", em que a atriz se vê nua, beijando uma mulher e fazendo sexo: "O mais difícil é ver isso tudo"
iG: Em "Avenida Brasil" sua personagem, a Debora, é noiva do jogador Jorginho (Cauã Reymond), que está apaixonado por Nina. Você torce para que ele fique com qual das duas?
Nathalia Dill:
Comigo, né? Claro. Agora, se não der, a gente faz outra coisa. Levei um chifre, né? (risos) Mas é um papel incrível porque tem me desafiado muito. Eu já estava a fim de fazer, admiro muito o autor, o João (Emanuel Carneiro ), a direção. É um lugar especial de estar.

iG: O que pensa sobre traição?
Nathalia Dill: Ela existe, está aí no mundo, como tudo. Acho que cada relação tem um sentido, cada um tem um pensamento, cada história é uma história, não dá pra julgar. Não me lembro de ter traído ou de ter sido traída. Talvez perdoasse, não sei. Como eu falei, cada historia é uma história. Tem casos e casos. Cada macaco no seu galho.


O diretor, Marco Pado, e o elenco, Bernardo Mello, Nathalia Dill, Divana Brandao, Luca Bianchi e Livia de Bueno
Celso Akin/AgNews
O diretor, Marco Pado, e o elenco, Bernardo Mello, Nathalia Dill, Divana Brandao, Luca Bianchi e Livia de Bueno



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